023997 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Rui Manuel Pinheiro
Processo: 023997
Acórdão
Descritores: Despedimento colectivo, Acto integrativo, Acto administrativo definitivo e executorio, Acto de autorização, Acto tutelar, Elementos essenciais, Preferencia, Poder discricionario
Decisão: Nega provimento
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso contencioso
Nr Convencional: JSTA00032466
Nr Documento: SA119910611023997
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/494a2396e8d8437e802568fc0037f519
Sumário
I - O acto que não proibe o despedimento e um acto integrativo, ainda que implicito, como tal susceptivel de recurso para os Tribunais Administrativos por ser definitivo e executorio. II - O acto de autorização tutelar não se confunde com os actos autorizados, pois estes tem existencia juridica e conteudo proprio e autonomo. III - A violação dos criterios do art. 18 do Dec.-Lei n. 372-A/75, de 16 de Julho, da preferencia da manutenção do emprego, não se repercute no acto de autorização tutelar do despedimento mas nos Contratos de Trabalho cuja extinção por despedimento colectivo foi por aquele autorizada. IV - Os pressupostos do despedimento colectivo não os exige a lei especificamente e de modo concreto, antes se fica pela expressão, vaga e imprecisa, das "condições da empresa", pelo que e o orgão que decide o despedimento quem elege os pressupostos concretos que o hão-de preencher não cabendo ao Tribunal censurar a escolha da Administração salvo se for ostensivo, patente, grosseiro o erro em que, porventura, incorreu.