010095 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Mário Frederico Gonçalves Pereira
Processo: 010095
Acórdão
Descritores: Alvara, Licença de construção, Concessão, Deferimento tacito, Acto de indeferimento, Fundamentação, Poluição, Beleza das paisagens, Estetica urbana, Uso privativo do dominio publico
Recorrente: Sonap-soc Nac de Petroleos Sarl
Recorridos: Comis Administrativa da Cm do Funchal
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso jurisdicional
Objeto: SENT AUDITORIA.
Nr Convencional: JSTA00012407
Nr Documento: SA119771215010095
Data de Entrada: 10/05/1976
Áreas Temáticas: DIR ADM GER - ADM PUBL LOCAL. DIR URB.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/90fe4d8fdea80064802568fc0036f5fc
Sumário
I - Os actos administrativos de licenciamento de construção e de emissão de alvara adquirem completa autonomia face a um contrato de concessão de uso particular de dominio publico em que devam ser implantadas as obras. II - O pedido de prorrogação de prazo concedido para a construção envolve a reapreciação desse licenciamento, pelo que tal pedido esta sujeito ao regime do deferimento tacito previsto no Decreto-Lei n. 166/70. III - O alvara, como simples titulo de licenciamento, reconduz-se a simples acto de execução. IV - So podem constituir motivo de indeferimento de licenciamento os fundamentos taxativamente indicados no artigo 15, n. 1, do Decreto-Lei n. 166/70, concretizados e caracterizados pelas entidades competentes nos termos dessa disposição. V - O fundamento relativo a sanidade publica, como a poluição, tem de ser concretamente apreciado a luz da disposição regulamentar pertinente, em conformidade com a alinea d) do n. 1 do dito artigo 15. VI - So podem relevar motivos de estetica e de paisagem, nos termos da alinea e) da mesma disposição, quando a deliberação de indeferimento se pronuncie, de modo inequivoco, no sentido de que a construção atinge manifestamente esses aspectos.