Aprova, para ratificação, o Acordo entre a República Portuguesa e a Confederação Suíça sobre a Protecção de Indicações de Proveniência, de Denominações de Origem e de Denominações Similares
Cada um dos Estados Contratantes compromete-se a tomar todas as medidas necessárias para proteger de maneira eficaz:
1) Os produtos naturais e industriais originários do território do outro Estado Contratante contra a concorrência desleal nas actividades industriais e comerciais;
2) Os nomes, denominações e representações gráficas mencionados nos artigos 2.º, 3.º e 5.º, alínea 2, bem como as denominações citadas nos anexos A e B deste Acordo, na medida em que é determinado no mesmo e no Protocolo que lhe está anexo.
Todavia, certas disposições desta legislação podem ser declaradas inaplicáveis pelo Protocolo anexo ao presente Acordo.
1) Quando a utilização se preste a causar prejuízos, no domínio da concorrência, às empresas que empreguem licitamente a denominação para as mercadorias ou produtos portugueses indicados no anexo A, a menos que exista um interesse legítimo na utilização da denominação no território da Confederação Suíça para produtos ou mercadorias que não sejam de origem portuguesa; ou
2) Quando a utilização se preste a diminuir a especial reputação ou o poder de atracção especial da denominação.
1) Quando a utilização se preste a causar prejuízos, no domínio da concorrência, às empresas que empreguem licitamente a denominação para produtos ou mercadorias suíços indicados no anexo B, a menos que exista um interesse legítimo na utilização da denominação no território da República Portuguesa para produtos ou mercadorias que não sejam de origem suíça; ou
2) Quando a utilização se preste a diminuir a especial reputação ou o poder atractivo especial da denominação.
As acções com fundamento em actos contra as disposições deste Acordo poderão ser intentadas nos tribunais dos Estados Contratantes não somente pelas pessoas e sociedades que segundo a legislação dos Estados Contratantes tenham qualidade para as interpor, mas também pelos sindicatos, associações e grupos que, directa ou indirectamente, representem os produtores, fabricantes, comerciantes ou consumidores interessados e que tenham a sua sede num dos Estados Contratantes, desde que a legislação do Estado no qual se encontra a sede lhes reconheça capacidade para actuarem em matéria civil. Nas mesmas condições poderão intentar acções e recursos em processos penais sempre que a legislação do Estado Contratante em que se inicie o procedimento penal preveja essas acções e recursos.
A alínea 2, segunda frase, do presente artigo é aplicável por analogia.
As disposições do presente Acordo não excluirão a protecção mais ampla que num dos Estados Contratantes é ou venha a ser concedida, por força das disposições do direito interno ou de outros acordos internacionais, às denominações e representações gráficas do outro Estado Contratante protegidas pelo disposto nos artigos 2.º, 3.º e 5.º, alínea 2.
Os Estados Contratantes procurarão resolver por via diplomática quaisquer casos de violação do presente Acordo que cheguem ao seu conhecimento.
Em fé do que, os plenipotenciários acima mencionados assinaram o presente Acordo.
Feito em Lisboa, em 16 de Setembro de 1977, em dois exemplares, fazendo igualmente fé ambos os textos.
Pela República Portuguesa:
José Medeiros Ferreira.
Pela Confederação Suíça:
Pierre Graber.
PROTOCOLO
As altas Partes Contratantes, inspiradas pelo desejo de precisar certos pontos relativos à aplicação de determinadas disposições do Acordo sobre a Protecção de Indicações de Proveniência, de Denominações de Origem e de Denominações Similares, celebrado nesta data, acordaram adoptar as seguintes disposições, que formarão parte integrante do referido Acordo:
Sucederá o mesmo em relação às denominações que, em face da Convenção Internacional de 2 de Dezembro de 1961 para a Protecção da Obtenção de Produtos Vegetais, devam ser utilizadas para designar as variedades dos mesmos, sob condição de que esta Convenção tenha entrado em vigor para as relações entre os Estados Contratantes.
Províncias:
Algarve.
Alto Alentejo.
Baixo Alentejo.
Beira Baixa.
Beira Alta.
Beira Litoral.
Douro Litoral.
Estremadura (Portugal).
Minho.
Ribatejo.
Trás-os-Montes.
Alto Douro.
Outras regiões naturais:
Açores.
Angra do Heroísmo.
Aveiro.
Braga.
Bragança.
Beja.
Coimbra.
Castelo Branco.
Évora.
Faro.
Funchal.
Guarda.
Horta.
Lisboa.
Leiria.
Madeira.
Ponta Delgada.
Porto.
Portalegre.
Setúbal.
Santarém.
Viseu.
Vila Real.
Viana do Castelo.
Appenzell:
Appenzell Rhodes Extérieures.
Appenzell Rhodes Intérieures.
Argovie.
Bâle:
Bâle-Ville.
Bâle-Campagne.
Berne.
Fribourg.
Genève.
Glaris.
Grisons.
Lucerne.
Neuchâtel.
Saint-Gall.
Schaffhouse.
Schwyz.
Soleure.
Tessin.
Thurgovie.
Unterwald:
Obwald.
Nidwald.
Uri.
Valais.
Vaud.
Zoug.
Zurich.
Generoso.
Fino.
Tawny.
Vintage.
2) O prazo previsto no artigo 7.º, alínea 2, do Acordo é aumentado para oito anos a favor das pessoas e das firmas portuguesas que, elas mesmas ou os seus predecessores legais, utilizem de boa fé, para os queijos portugueses, no momento da assinatura do Acordo, as denominações «Gruyère» e «Emmental» sobre o território da República Portuguesa.
Feito em Berna, em 16 de Setembro de 1977, em dois exemplares originais, redigidos nas línguas portuguesa e francesa, fazendo igualmente fé ambos os textos.
Pela República Portuguesa:
José Medeiros Ferreira.
Pela Confederação Suíça:
Pierre Graber.
ANEXO A
I -Vinhos
A) Denominações de vinhos produzidos em regiões legalmente demarcadas
(ver documento original)
(ver documento original)
B) Denominações de vinhos produzidos noutras regiões determinadas
Estremadura (Portugal).
Lagoa (Algarve).
Moscatel de Favaios (Douro).
Pico (Açores).
Alcobaça.
Bairrada.
Torres (ou Torres Vedras).
Cartaxo (Ribatejo).
Borba (Alentejo).
Estremadura (Portugal, incluindo a região de Palmela).
Lafões.
Pinhel.
Tarouca (Vale de Varosa).
Reguengos (Ou Reguengos de Monsaraz).
Vidigueira.
Algarve.
C) Outras denominações geográficas
Águeda.
Alcanhões (Ribatejo).
Almeirim (Ribatejo).
Arruda dos Vinhos (Torres Vedras).
Azueira (Torres Vedras).
Batalha (Alcobaça).
Vila Franca das Naves (Pinhel).
Benfica do Ribatejo (Ribatejo).
Bombarral (Torres Vedras).
Cadaval (Torres Vedras).
Cantanhede (Bairrada).
Carvoeira (Torres Vedras).
Chamusca (Ribatejo).
Chaves (Trás-os-Montes).
Cortes (Alcobaça).
Covilhã (Pinhel).
Dois Portos (Torres Vedras).
Figueira de Castelo Rodrigo (Pinhel).
Fundão (Pinhel).
Gouxa-Alpiarça (Ribatejo).
Graciosa (Açores).
Granja-Mourão (Reguengos).
Labrujeira (Torres Vedras).
Lagoa (Algarve).
Lagos (Algarve - Portugal).
Lourinhã (Torres Vedras).
Macedo de Cavaleiros (Trás-os-Montes).
Martim Rei-Sabugal (Trás-os-Montes).
Mealhada (Bairrada).
Mogofores (Bairrada).
Montijo (Palmela).
Olhalvo (Torres Vedras).
Portalegre (Alentejo).
Portimão (Algarve).
Redondo (Reguengos).
Rio Maior (Ribatejo).
Riba Tua-Cachão (Trás-os-Montes).
Ribadouro-Mogadouro (Trás-os-Montes).
Ribeira de Oura-Vidago (Trás-os-Montes).
Santo Isidro de Pegões-Pegões Velhos (Palmela).
S. Mamede da Ventosa (Torres Vedras).
S. Romão-Armamar (zona do Vale de Varosa).
Sobral de Monte Agraço (Torres Vedras).
Souselas (Bairrada).
Tavira (Algarve).
Távora-Moimenta da Beira (Vale de Varosa).
Terra Fria-Bragança (Trás-os-Montes).
Tomar (Ribatejo).
Vale de Sorraia-Coruche (Ribatejo).
Valpaços (Trás-os-Montes).
Vermelha (Torres Vedras).
Vidigueira-Cuba (Portugal).
Vidigueira-Alvito.
Vilarinho do Bairro-Poutena (Bairrada).
II -Alimentação e agricultura
Doçaria regional do Algarve.
Ovos moles de Aveiro.
Arrufadas e biscoitos de Coimbra.
Cavacas das Caldas.
Bolos de mel da Madeira.
Queijos doces de Tomar.
Queijadas de Sintra.
Conservas de peixe do Algarve.
Conservas de atum dos Açores.
Conservas da Madeira.
Queijo da Serra.
Queijo de Serpa.
Queijo de Évora.
Queijo do Rabaçal.
Queijo de Castelo Branco.
Presuntos de Chaves.
Alheiras de Mirandela.
Carnes fumadas de Castelo Branco.
Mel de Castelo Branco.
Ameixas de Elvas.
Amêndoas do Algarve.
Amêndoas do Alto Douro.
Ananás dos Açores.
Azeitonas de conserva do Alto Douro.
Azeitonas de conserva de Elvas.
Frutas de Alcobaça.
Figos secos do Algarve.
Laranjas de Setúbal.
Laranjas do Douro.
Melão de Almeirim.
Morangos de Sintra.
Morangos do Algarve.
Pêro bravo esmolfe da Beira.
Flores da Madeira.
Água do Arieiro.
Água da Bela Vista de Setúbal.
Água de Castelo de Pisões-Moura.
Água de Castelo de Vide.
Água das Caldas de Monchique.
Água da Curia.
Água de Carvalhelhos.
Água do Gerês.
Água de Melgaço.
Água do Luso.
Água de Pedras Salgadas.
Água de Vidago.
Água do Vimeiro.
Ginjinha portuguesa.
Licor de Singeverga.
Poncha da Madeira.
Aguardente de medronho do Algarve.
Rum da Madeira.
III -Artigos de artesanato e industriais
Cerâmica de Alcobaça.
Cerâmica dos Açores.
Cerâmica de Barcelos.
Loiça de Coimbra.
Cerâmica das Caldas da Rainha.
Barros de Estremoz.
Barros de Redondo.
Cerâmica de Viana do Castelo.
Faianças e porcelanas Vista Alegre.
Vidros da Marinha Grande.
Cobres de Évora.
Cobres de Loulé.
Cobres de Reguengo.
Ferro forjado de Évora.
Cestaria do Algarve.
Cestaria da Madeira.
Cortiças de Évora.
Cortiças de Portalegre.
Móveis alentejanos.
Móveis do Funchal.
Móveis de Viseu.
Bordados de Castelo Branco.
Bordados da Madeira.
Bordados de Viana do Castelo.
Tapetes de Beiriz.
Tapeçaria da Madeira.
Tapeçaria de Portalegre.
Rendas de Peniche.
Mantas de Reguengo.
Tapetes de Arraiolos.
Ourivesaria, joalharia e filigranas de Gondomar.
Ourivesaria do Porto.
Mármores de Borba.
Mármores de Estremoz.
Mármores do Escoural.
Mármores de Pêro Pinheiro.
Mármores de Vila Viçosa.
Mármores de Viana do Alentejo.
Granitos de Monforte.
Granitos de Santa Eulália.
ANEXO B
I -Vinhos
A) Suisse Romande
Indicação de proveniência regional:
Oeil de Perdrix.
Indicações de proveniência regional:
Amigne.
Arvine.
Dôle.
Fendant.
Goron.
Hermitage (ou Ermitage).
Humagne.
Johannisberg.
Rouge d'enfer (höllenwein).
Vin des payens (Heidenwein).
Vin du Glacier.
Nomes de municípios, de zonas topográficas de produção com carácter específico e de quintas:
Ardon.
Ayent.
Bramois (Brämis).
Branson.
Chalais.
Chamoson.
Champlan.
Miège.
Molignon.
Montagnon.
Montana.
Muraz.
Ollon.
Pagane.
Charrat.
Châtaignier.
Chermignon.
Clavoz.
Conthey.
Coquimpex.
Corin.
Fully.
Grand-Brulé.
Granges.
Grimisuat.
La Folie.
Lentine.
Leuk (Loèche).
Leytron.
Magnot.
Martigny (Martinach).
Raron (Rarogne).
Riddes.
Saillon.
Salquenen (Salgesch).
Savièse.
Saxon.
Sierre (Siders).
Signèse.
Sion (Sitten).
Saint-Léonard).
Saint-Pierre de Clages.
Uvrier.
Varen (Varone).
Vétroz.
Veyras.
Visp (Viège).
Visperterminen.
Nomes de regiões:
Bonvillars.
Chablais.
La Côte.
Les Côtes de l'Orbe.
Lavaux.
Vully.
Indicações de proveniência regionais:
Dorin.
Salvagnin.
Nomes de municípios, de zonas topográficas de produção com carácter específico e de quintas:
Bonvillars:
Bonvillars.
Concise.
Corcelles.
Grandson.
Onnens.
Chablais:
Aigle.
Bex.
Ollon.
Villeneuve.
Yvorne.
La Côte:
Aubonne.
Begnins.
Bougy-Villars.
Bursinel.
Bursins.
Château de Luins.
Chigny.
Coinsins.
Coteau de Vincy.
Denens.
Féchy.
Founex.
Gilly.
Gollion.
Luins.
Mont-sur-Rolle.
Morges.
Nyon.
Perroy.
Rolle.
Tartegnin.
Vinzel.
Vufflens-le-Château.
Lavaux:
Blonay.
Lutry.
Burignon.
Calamin.
Chardonne.
Châtelard.
Chexbres.
Corseaux.
Corsier.
Cully.
Cure d'Attalens.
Dézaley.
Épesses.
Faverges.
Grandvaux.
Montagny.
Montreux.
Paudex.
Pully.
Riex.
Rivaz.
Saint-Légier.
Saint-Saphorin.
Savuit.
Treytorrens.
Vevey.
Villette.
Les Côtes de l'Orbe:
Arnex.
Orbe.
Valeyres sous Rance.
Vully:
Vallamand.
Indicação de proveniência regional:
Perlan.
Nome da região:
Mandement.
Nomes de municípios, de zonas topográficas de produção com carácter específico e de quintas:
Bernex.
Bourdigny.
Dardagny.
Essertines.
Jussy.
Lully.
Meinier.
Peissy.
Russin.
Satigny.
Nome da região:
La Béroche.
Nomes de municípios, de zonas topográficas de produção com carácter específico e de quintas:
Auvernier.
Bevaix.
Bôle.
Boudry.
Champréveyres.
Colombier.
Corcelles.
Cormondrèche.
Cornaux.
Cortaillod.
Cressier.
Hauterive.
La Coudre.
Le Landeron.
Saint-Aubin.
Saint-Blaise.
Nome da região:
Vully.
Nomes de municípios, de zonas topográficas de produção com carácter específico e de quintas:
Cheyres.
Môtier.
Mur.
Nant.
Praz.
Sugiez.
Nome da região:
Lac de Bienne.
Nomes de municípios, de zonas topográficas de produção com carácter específico e de quintas:
Alfermée.
Chavannes (Schafis).
Erlach (Cerlier).
Île de Saint-Pierre (St. Peterinsel).
La Neuveville (Neuenstadt).
Ligerz (Gléresse).
Oberhofen.
Schernelz (Cergnaux).
Spiez.
Tüscherz (Daucher).
Twann (Douanne).
Vingelz (Vigneule).
B) Suisse Orientale
(ver documento original)
C) Outros cantões suiços
(ver documento original)
Traité entre la République Portugaise et la Confédération Suisse sur la protection des indications de provenance, des appellations d'origine et des dénominations similaires:
Le Gouvernement Portugais et le Conseil Fédéral Suisse:
Considérant l'intérêt des deux États contractants à protéger efficacement contre la concurrence déloyale les produits naturels et fabriqués et notamment les indications de provenance y compris les appellations d'origine, ainsi que les dénominations similaires réservées à certains produits ou marchandises déterminés,
sont convenus de conclure un traité à ces fins et ont désigné pour leurs plénipotentiaires, savoir:
Le Gouvernement Portugais, Monsieur José Manuel de Medeiros Ferreira, Ministre des Affaires Etrangères;
Le Conseil Fédéral Suisse, Monsieur Pierre Graber, Conseiller Fédéral, Chef du Département Politique Fédéral.
Les plénipotentiaires, après avoir échangé leurs pleins pouvoirs reconnus en bonné et due forme, sont convenus de ce qui suit:
Article 1er
Chacun des États contractants s'engage à prendre toutes mesures nécessaires pour protéger efficacement:
1) Les produits naturels et fabriqués originaires du territoire de l'autre État contractant contre la concurrence déloyale dans les activités industrielles et commerciales;
2) Les noms, dénominations et représentations graphiques mentionnés aux articles 2, 3 et 5, 2e alinéa, ainsi que les dénominations figurant dans les annexes A et B du présent traité, conformément à ce traité et au protocole qui y est annexé.
Article 2
1) Lorsque l'utilisation est de nature à porter préjudice, dans le domaine de la concurrence, aux entreprises qui emploient licitement la dénomination pour des marchandises ou produits portugais indiqués dans l'annexe A, à moins qu'il n'existe un intérêt légitime à utiliser la dénomination sur le territoire de la Confédération suisse pour des produits ou marchandises qui ne sont pas d'origine portugaise, ou
2) Lorsque l'utilisation est de nature à affaiblir la renommée particulière ou le pouvoir attractif particulier de la dénomination.
Article 3
1) Lorsque l'utilisation est de nature à porter préjudice, dans le domaine de la concurrence, aux entreprises qui emploient licitement la dénomination pour des produits ou marchandises suisses indiqués dans l'annexe B, à moins qu'il n'existe un intérêt légitime à utiliser la dénomination sur le territoire de la République portugaise pour des produits ou marchandises qui ne sont pas d'origine suisse, ou
2) Lorsque l'utilisation est de nature à affaiblir la renommée particulière ou le pouvoir attractif particulier de la dénomination.
Article 4
Article 5
Article 6
Les actions pour violation du présent traité peuvent être intentées devant les tribunaux des États contractants non seulement par les personnes et sociétés qui, d'après la législation des États contractants, ont qualité pour les introduire, mais aussi par les syndicats, associations et groupements qui, directement ou indirectement, représentent les producteurs, fabricants, commerçants ou consommateurs intéressés et qui ont leur siège dans l'un des États contractants, en tant que la législation de l'État dans lequel se trouve ce siège leur donne qualité pour agir en matière civile. Dans les mêmes conditions, ils peuvent faire valoir des droits et des moyens de droit en procédure pénale, dans la mesure prévue par la législation de l'État dans lequel la procédure se déroule.
Article 7
Article 8
Article 9
Les dispositions du présent traité n'excluent pas la protection plus étendue qui, dans l'un des États contractants, est ou sera accordée en vertu de la législation interne ou d'autres conventions internationales aux dénominations et représentations graphiques de l'autre État contractant protégées selon les articles 2, 3 et 5, 2e alinéa.
Article 10
Article 11
Les États contractants s'efforceront de régler par la voie diplomatique tous les cas de violation du présent traité portés à leur connaissance.
Article 12
En foi de quoi les plénipotentiaires susnommés ont signé le présent traité.
Fait à Lisbonne, le 16 septembre 1977, en deux exemplaires originaux rédigés en langues portugaise et française, les deux textes faisant également foi.
Pour la République portugaise:
José Medeiros Ferreira.
Pour la Confédération suisse:
(Signature illisible.)
PROTOCOLE
Les hautes Parties contractantes, désirant apporter des précisions sur l'application de certaines dispositions du traité en date de ce jour sur la protection des indications de provenance, des appellations d'origine et des dénominations similaires, sont convenues des dispositions ci-après formant partie intégrante du traité:
Il en est de même pour les dénominations qui, en raison de la Convention internationale du 2 décembre 1961 pour la protection des obtentions végétales, doivent être employées pour désigner des variétés, à condition que cette convention soit entrée en vigueur dans les relations entre les États contractants.
Provinces:
Algarve.
Alto Alentejo.
Alto Douro.
Baixo Alentejo.
Beira Alta.
Beira Baixa.
Beira Litoral.
Douro Litoral.
Estremadura (Portugal).
Minho.
Ribatejo.
Trás-os-Montes.
Autres régions naturelles:
Açores.
Angra do Heroísmo.
Aveiro.
Beja.
Braga.
Bragança.
Castelo Branco.
Coimbra.
Évora.
Faro.
Funchal.
Guarda.
Horta.
Leiria.
Lisboa.
Madeira.
Ponta Delgada.
Portalegre.
Porto.
Santarém.
Setúbal.
Viana do Castelo.
Vila Real.
Viseu.
Appenzell.
Appenzell Rhodes Extérieures.
Appenzell Rhodes Intérieures.
Argovie.
Bâle.
Bâle-Ville.
Bâle-Campagne.
Berne.
Fribourg.
Genève.
Glaris.
Grisons.
Lucerne.
Neuchâtel.
Saint-Gall.
Schaffhouse.
Schwyz.
Soleure.
Tessin.
Thurgovie.
Unterwald.
Obwald.
Nidwald.
Uri.
Valais.
Vaud.
Zoug.
Zurich.
Pour les vins portugais:
Generoso.
Fino.
Tawny.
Vintage.
2º Le délai visé à l'article 7, 2e alinéa, du traité est porté à huit ans en faveur des personnes et des sociétés portugaises qui, elles-mêmes ou leurs prédécesseurs en droit, utilisaient de bonne foi, pour des fromages portugais, au moment de la signature du traité, les dénominations «Gruyère» et «Emmental» sur le territoire de la République portugaise.
Fait à Lisbonne, le 16 septembre 1977, en deux exemplaires originaux rédigés en langues portugaise et française, les deux textes faisant également foi.
Pour la République portugaise:
José Medeiros Ferreira.
Pour la Confédération suisse:
(Signature illisible.)
ANNEXE A
I -Vins
A) Dénominations des vins produits en régions légalement délimitées
(ver documento original)
(ver documento original)
B) Dénominations des vins produits en d'autres régions déterminées
Estremadura (Portugal).
Lagoa (Algarve).
Moscatel de Favaios (Douro).
Pico (Açores).
Alcobaça.
Algarve.
Bairrada.
Borba (Alentejo).
Cartaxo (Ribatejo).
Estremadura (Portugal) (incluant région de Palmela).
Lafões.
Pinhel.
Reguengos (ou Reguengos de Monsarás).
Tarouca (Vale de Varosa).
Torres (ou Torres Vedras).
Vidigueira.
C) Autres dénominations géographiques
Águeda.
Alcanhões (Ribatejo).
Almeirim (Ribatejo).
Arruda dos Vinhos (Torres Vedras).
Azueira (Torres Vedras).
Batalha (Alcobaça).
Benfica do Ribatejo (Ribatejo).
Bombarral (Torres Vedras).
Cadaval (Torres Vedras).
Cantanhede (Bairrada).
Carvoeira (Torres Vedras).
Chamusca (Ribatejo).
Chaves (Trás-os-Montes).
Cortes (Alcobaça).
Covilhã (Pinhel).
Dois Portos (Torres Vedras).
Figueira de Castelo Rodrigo (Pinhel).
Fundão (Pinhel).
Gouxa-Alpiarça (Ribatejo).
Graciosa (Açores).
Granja-Mourão (Reguengos).
Labrujeira (Torres Vedras).
Lagoa (Algarve).
Lagos (Algarve/Portugal).
Lourinhã (Torres Vedras).
Macedo de Cavaleiros (Trás-os-Montes).
Martim-Rei-Sabugal (Trás-os-Montes).
Mealhada (Bairrada).
Mogofores (Bairrada).
Montijo (Palmela).
Olhalvo (Torres Vedras).
Portalegre (Alentejo).
Portimão (Algarve).
Redondo (Reguengos).
Riba Tua-Cachão (Trás-os-Montes).
Ribadouro-Mogadouro (Trás-os-Montes).
Ribeira de Oura-Vidago (Trás-os-Montes).
Rio Maior (Ribatejo).
Santo Isidro de Pegões-Pegões Velhos (Palmela).
S. Mamede de Ventosa (Torres Vedras).
S. Romão-Armamar (zona do Vale de Varosa).
Sobral de Monte Agraço (Torres Vedras).
Souselas (Bairrada).
Tavira (Algarve).
Távora-Moimenta da Beira (Vale de Varosa).
Terra Fria-Bragança (Trás-os-Montes).
Tomar (Ribatejo).
Vale do Sorraia-Coruche (Ribatejo).
Valpaços (Trás-os-Montes).
Vermelha (Torres Vedras).
Vidigueira-Cuba (Portugal).
Vidigueira-Alvito.
Vila Franca das Naves (Pinhel).
Vilarinho do Bairro-Poutena (Bairrada).
II -Alimentation et agriculture
Doçaria regional do Algarve.
Ovos moles de Aveiro.
Cavacas das Caldas.
Arrufadas e biscoitos de Coimbra.
Bolos de mel da Madeira.
Queijadas de Sintra.
Queijos doces de Tomar.
Conservas de atum dos Açores.
Conservas de peixe do Algarve.
Conservas da Madeira.
Carnes fumadas de Castelo Branco.
Mel de Castelo Branco.
Queijo de Castelo Branco.
Presuntos de Chaves.
Queijo de Évora.
Alheiras de Mirandela.
Queijo do Rabaçal.
Queijo de Serpa.
Queijo da Serra.
Ananás dos Açores.
Frutas de Alcobaça.
Amêndoas do Algarve.
Figos secos do Algarve.
Morangos do Algarve.
Melão de Almeirim.
Amêndoas do Alto Douro.
Azeitonas de conserva do Alto Douro.
Pêro bravo esmolfo da Beira.
Laranjas do Douro.
Ameixas de Elvas.
Azeitonas de conserva de Elvas.
Flores da Madeira.
Laranjas de Setúbal.
Morangos de Sintra.
Água do Arieiro.
Água da Bela Vista de Setúbal.
Água de Caldas de Monchique.
Água de Carvalhelhos.
Água de Castelo de Pisões-Moura.
Água de Castelo de Vide.
Água da Curia.
Água do Gerês.
Água do Luso.
Água de Melgaço.
Água de Pedras Salgadas.
Água de Vidago.
Água do Vimeiro.
Aguardente de Medronho do Algarve.
Poncha da Madeira.
Rum da Madeira.
Ginjinha Portuguesa.
Licor de Singeverga.
III -Produits d'artisanat et industriels
Cerâmica dos Açores.
Cerâmica de Alcobaça.
Cerâmica de Barcelos.
Cerâmica das Caldas da Rainha.
Loiça de Coimbra.
Barros de Estremoz.
Vidros da Marinha Grande.
Barros de Redondo.
Cerâmica de Viana do Castelo.
Faianças e porcelanas Vista Alegre.
Cobres de Évora.
Ferro forjado de Évora.
Cobres de Loulé.
Cobres de Reguengo.
Móveis Alentejanos.
Cestaria do Algarve.
Cortiças de Évora.
Móveis do Funchal.
Cestaria da Madeira.
Cortiças de Portalegre.
Móveis de Viseu.
Tapetes de Arraiolos.
Tapetes de Beiriz.
Bordados de Castelo Branco.
Bordados da Madeira.
Tapeçaria da Madeira.
Rendas de Peniche.
Tapeçaria de Portalegre.
Mantas de Reguengo.
Bordados de Viana do Castelo.
Ourivesaria, joalharia e filigranas de Gondomar.
Ourivesaria do Porto.
Mármores de Borba.
Mármores do Escoural.
Mármores de Estremoz.
Mármores de Pêro Pinheiro.
Mármores de Viana do Alentejo.
Mármores de Vila Viçosa.
Granitos de Monforte.
Granitos de Santa Eulália.
ANNEXE B
I -Vins
A) Suisse Romande
Indication de provenance régionale:
Oeil de Perdrix.
Indications de provenance régionales:
Amigne.
Arvine.
Dôle.
Fendant.
Goron.
Hermitage (ou Ermitage).
Humagne.
Johannisberg.
Rouge d'enfer (Höllenwein).
Vin des payens (Heidenwein).
Vin du Glacier.
Noms de communes, de crus et de clos:
Ardon.
Ayent.
Bramois (Brämis)
Branson.
Chalais.
Chamoson.
Champlan.
Miège.
Molignon.
Montagnon.
Montana.
Muraz.
Ollon.
Pagane.
Charrat.
Châtaignier.
Chermignon.
Clavoz.
Conthey.
Coquimpex.
Corin.
Fully.
Grand-Brulé.
Granges.
Grimisuat.
La Folie.
Lentine.
Leuk (Loèche).
Leytron.
Magnot.
Martigny (Martinach).
Raron (Rarogne).
Riddes.
Saillon.
Salquenen (Salgesch).
Savièse.
Saxon.
Sierre (Siders).
Signèse.
Sion (Sitten).
Saint-Léonard).
Saint-Pierre de Clages.
Uvrier.
Varen (Varone).
Vétroz.
Veyras.
Visp (Viège).
Visperterminen.
Noms de régionales:
Bonvillars.
Chablais.
La Côte.
Les Côtes de l'Orbe.
Lavaux.
Vully.
Indications de provenance régionales:
Dorin.
Salvagnin.
Noms de communes, de crus et de clos:
Bonvillars:
Bonvillars.
Concise.
Corcelles.
Grandson.
Onnens.
Chablais:
Aigle.
Bex.
Ollon.
Villeneuve.
Yvorne.
La Côte:
Aubonne.
Begnins.
Bougy-Villars.
Bursinel.
Bursins.
Château de Luins.
Chigny.
Coinsins.
Coteau de Vincy.
Denens.
Féchy.
Founex.
Gilly.
Gollion.
Luins.
Mont-sur-Rolle.
Morges.
Nyon.
Perroy.
Rolle.
Tartegnin.
Vinzel.
Vufflens-le-Château.
Lavaux:
Blonay.
Lutry.
Burignon.
Calamin.
Chardonne.
Châtelard.
Chexbres.
Corseaux.
Corsier.
Cully.
Cure d'Attalens.
Dézaley.
Épesses.
Faverges.
Grandvaux.
Montagny.
Montreux.
Paudex.
Pully.
Riex.
Rivaz.
Saint-Légier.
Saint-Saphorin.
Savuit.
Treytorrens.
Vevey.
Villette.
Les Côtes de l'Orbe:
Arnex.
Orbe.
Valeyres sous Rance.
Vully:
Vallamand.
Indication de provenance régionale:
Perlan.
Nom de région:Mandement.
Noms de communes, de crus et de clos:
Bernex.
Bourdigny.
Dardagny.
Essertines.
Jussy.
Lully.
Meinier.
Peissy.
Russin.
Satigny.
Nom de région:
La Béroche.
Noms de communes, de crus et de clos:
Auvernier.
Bevaix.
Bôle.
Boudry.
Champréveyres.
Colombier.
Corcelles.
Cormondrèche.
Cornaux.
Cortaillod.
Cressier.
Hauterive.
La Coudre.
Le Landeron.
Saint-Aubin.
Saint-Blaise.
Nom de région:
Vully.
Noms de communes, de crus et de clos:
Cheyres.
Môtier.
Mur.
Nant.
Praz.
Sugiez.
Nom de région:
Lac de Bienne.
Noms de communes, de crus et de clos:
Alfermée.
Chavannes (Schafis).
Erlach (Cerlier).
Île de Saint-Pierre (St. Peterinsel).
La Neuveville (Neuenstadt).
Ligerz (Gléresse).
Oberhofen.
Schernelz (Cergnaux).
Spiez.
Tüscherz (Daucher).
Twann (Douanne).
Vingelz (Vigneule).
B) Suisse Orientale
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C) Autres cantons suisses
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