003537 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Pita e Castro
Processo: 003537
Acórdão
Descritores: Tempestividade do recurso, Onus de prova, Pessoa colectiva de utilidade publica administrativa, Acta, Aprovação, Conhecimento oficial do acto, Prazo de recurso contencioso, Caso julgado, Sentença, Anulação, Materia de facto
Decisão: Provido
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso jurisdicional
Nr Convencional: JSTA00027796
Nr Documento: SA119501103003537
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/ea03f6f997535a2d802568fc0037d515
Sumário
E ao recorrido a quem compete provar os factos que servem de base a excepção da extemporaneidade do recurso contencioso. Se a acta das deliberações tomadas em assembleia geral de uma pessoa colectiva da utilidade publica administrativa for aprovada passados noventa dias, o prazo para a interposição do recurso deve contar-se a partir do momento em que o interessado, que ja havia recorrido e viu o seu recurso rejeitado por não ser executorio o acto impugnado, tenha conhecimento oficial dessa aprovação. O despacho que, findos os articulados, declara encerrada a fase instrutoria do processo, por entender que a questão debatida no recurso e unicamente de direito, não constitui caso julgado. A parte que se considerar ofendida pode pedir, com exito, a anulação da sentença final, uma vez que se mostre que ha pontos de facto controvertidos indispensaveis para a resolução de uma questão suscitada nos autos.