009859 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Rui Pestana
Processo: 009859
Acórdão
Descritores: Processo disciplinar, Revisão, Poder discricionario, Supremo tribunal administrativo, Materia disciplinar, Competencia, Prova livre, Circunstancia dirimente, Baixa do processo à secção, Tribunal pleno, Poderes de cognição, Recurso de revista, Aplicação da lei no tempo, Fundamentação do acto administrativo, Ctt, Ampliação da materia de facto
Recorrente: Ferreira , João
Recorridos: Conselho de Administração dos Ctt
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso jurisdicional
Objeto: AC 1 SECÇÃO.
Nr Convencional: JSTA00001662
Nr Documento: SAP19801217009859
Data de Entrada: 31/05/1979
Áreas Temáticas: DIR ADM GER - FUNÇÃO PUBL DISCIPLINAR.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/cab1844457b139a4802568fc0038129d
Sumário
I - A legalidade dos actos administrativos, no controle jurisdicional destes, tem de ser apreciada de harmonia com as normas vigentes a data em que foram praticados. II - Anteriormente a vigencia do Decreto-Lei n. 256-A/77, de 17 de Junho, so existia obrigatoriedade de fundamentação dos actos administrativos nos casos especialmente previstos na lei, para determinados actos, respeitantes a certas materias. III - Não existia tal obrigatoriedade, por isso, para a decisão do conselho de administração dos Correios e Telecomunicações de Portugal que, ao abrigo do artigo 75 do Estatuto Disciplinar do respectivo pessoal, indeferiu o pedido de revisão de processo disciplinar em que foi punido um agente daquela empresa publica. IV - A decisão sobre o pedido de revisão de um processo disciplinar, no regime do Estatuto Disciplinar dos Funcionarios Civis do Estado, aprovado pelo Decreto-Lei n. 32659, como no regime do Estatuto Disciplinar do Pessoal dos Correios, Telegrafos e Telefones, aprovado pela Portaria n. 13232, de 24 de Julho de 1950, não envolvia o exercicio de um poder discricionario. V - Não estando apurada materia de facto suficiente para o conhecimento das questões postas no recurso para o tribunal pleno, deve o processo baixar a Secção, para ampliação da materia de facto pertinente.