020294 - Supremo Tribunal Administrativo
Supremo Tribunal AdministrativoSTA
Relator: Pereira da Silva
Processo: 020294
Acórdão
Descritores: Aposentação, Portaria, Equivalencia de categoria, Acto administrativo definitivo e executorio, Tabela de equivalencias, Violação de lei, Arguição de inconstitucionalidade, Poder vinculado, Poder discricionario, Desvio de poder, Fim principalmente determinante
Recorrente: Faia , Deolinda
Recorridos: Minai - Se das Finanças - Se da Administração Publica
Votação: Unanimidade
Meio Processual: Recurso contencioso
Objeto: PORT 916/83 MINAI SE DAS FINANÇAS E SE DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA DE 1983/10/07.
Nr Convencional: JSTA00023789
Nr Documento: SA119861106020294
Data de Entrada: 31/01/1984
Áreas Temáticas: DIR ADM GER - FUNÇÃO PUBL APOSENTAÇÃO.
Fontes: DGSI: https://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/da961eebb8c20c30802568fc00378375
Sumário
I - A Portaria 916/83, de 7 de Outubro, na parte em que estabelece a correspondencia de categoria de chefe de divisão (Inspecção de Credito e Seguros) letra I, a data da aposentação, a categoria de Chefe de Secção, letra H do actual ordenamento de carreira constitui um acto definitivo e executorio. II - A determinação da correspondencia daquelas categorias para efeito do disposto no artigo 7-A do Decreto-Lei n. 110-A/81, aditado pelo Decreto-Lei n. 245/81, constando daquela Tabela de equivalencia aprovada pela referida Portaria, e tendo em conta os requisitos de provimento, o posicionamento na tabela de vencimentos no momento da aposentação e a transição para o actual ordenamento da carreira, não violou o artigo 7-B-1 daquele Decreto-Lei. III - E não violou tambem o artigo 13 da Constituição pois não estabeleceu qualquer tratamento discriminatorio dos chefes de repartição em relação a outros funcionarios do Instituto de Creditos e Seguros. IV - O mapa IV anexo a Portaria 916/83 tambem não enferma de desvio de poder porque o artigo 7-B-1 do Decreto-Lei n. 110-A/81, aditado pelo Decreto-Lei n. 245/81 confere as autoridades recorridas um poder vinculado. V - Mas ainda que se entenda que, em determinados aspectos, confere um poder discricionario, so se poderia dar como provado o desvio de poder se se tivesse alegado e convencido que o motivo principalmente determinante da pratica do acto recorrido não condizia com o fim visado pela lei ao conceder-lhe poder discricionario.