Regulamento do Museu Municipal
Lei habilitante
O presente regulamento é elaborado ao abrigo dos artigos 112.º e 241.º da Constituição da República Portuguesa e do disposto nos artigos 52.º da Lei n.º 47/2004, de 19 de agosto e 25.º, n.º 1, alínea g) da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
Objeto e âmbito de aplicação
O presente regulamento estabelece as normas e procedimentos de organização interna e funcionamento do Museu Municipal do Sabugal, adiante designado abreviadamente por Museu, de acordo com a Lei n.º 47/2004, de 19 de agosto e em conformidade com os princípios basilares da política e do regime de proteção e valorização do património cultural previstos na Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro.
Natureza e localização
Denominação e logótipo
(ver documento original)
Missão
De acordo com a sua vocação específica, entendida como o estudo e divulgação da história, cultura e património do município do Sabugal, o Museu define como missão:
Objetivos
Enquadramento Orgânico
Recursos Financeiros
Pessoal
Custo e condições de acesso
Horário de Funcionamento
Horário de inverno (setembro a maio): terça-feira a domingo das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30;
Horário de verão (junho a agosto): terça a domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.
Esta norma estará afixada junto ao horário de funcionamento do Museu.
Acolhimento do público
Apoio a pessoas com deficiência ou mobilidade condicionada
Registo de visitantes
Normas de visita
Visitas guiadas
O Museu prestará o serviço de visitas guiadas a grupos, nas seguintes condições:
Câmara Municipal do Sabugal
Praça da República, 6324-007 Sabugal
Tel.: +351 271 751 040
Endereço eletrónico: [email protected]/[email protected]
Nota: grupos maiores terão que ser divididos em subgrupos dentro deste limite máximo. Para efeitos de custos, aplica-se a cada subgrupo o preçário que estiver em vigor.
Estabelecimentos de ensino;
Entidades oficiais ligadas ao turismo;
Organizadores de eventos que tenham lugar no Sabugal ou que o incluam no seu percurso;
Empresas, no âmbito da organização de atividades para os seus colaboradores;
Empresas de hotelaria ou outras ligadas à atividade turística
Guia falando o idioma acordado para o efeito;
Guia de visita, entregue a todos os participantes, no início da mesma.
Incorporação de bens culturais
Inventariação e documentação
Investigação e estudo de coleções
Acesso às reservas museológicas
Acesso à documentação
Cedências
Conservação e restauro
Segurança
Exposições
Centro de Documentação
No Centro de Documentação do Museu serão integradas edições de temáticas relacionadas com a sua Missão e Objetivos: museologia, história, arqueologia, etnografia, património, etc.
Serviço de Acolhimento do Visitante
Este Serviço desempenhará as suas funções através de um conjunto de atuações como:
Loja
Na receção, ou num espaço definido especificamente para esse fim, funcionará a Loja do Museu. Esta terá como função a venda de produtos de merchandising ou de caráter cultural, que poderão ser:
Divulgação de acervos, inventários e atividades
A divulgação de acervos, inventários e atividades pode fazer-se recorrendo a qualquer dos seguintes meios:
Esta pode assumir, para além da revista anual Sabucale, a forma de catálogos, folhetos, folhas de sala, monografias, etc.
Toda a documentação editada conterá o logótipo e denominação do Museu, bem como da Câmara Municipal/Município do Sabugal.
O Museu cederá imagens, em formato digital, das peças constantes do seu espólio, sempre que para tal solicitado. No caso de estas se destinarem a ilustrar trabalhos de investigação, poderá a sua cedência ser gratuita, com a obrigação de envio ao Museu de dois exemplares do trabalho final editado.
A realização de fotografias com fins comerciais será objeto de pedido escrito, com uma antecedência mínima de quinze dias, especificando claramente a utilização prevista para o material obtido. Para cada pedido será definido o custo a suportar pelas entidades solicitantes.
Em qualquer dos casos anteriores, será obrigatória a menção do Museu do Sabugal em cada fotografia publicada.
Poderão ser comercializadas imagens das peças integrantes da coleção, sob a forma de postais, livros de fotografias, etc.
Por iniciativa do museu, de entidades alheias ou em colaboração, poderão ser elaborados produtos multimédia, destinados a venda ou distribuição gratuita.
Todas as filmagens realizadas nos espaços das exposições carecem de pedido prévio de autorização, com uma antecedência mínima de quinze dias. Excetuam-se desta norma as filmagens destinadas a reportagem sobre inauguração de exposições ou outros eventos pontuais.
O museu deve procurar divulgar na Internet, no seu próprio sítio e no da Câmara Municipal do Sabugal, noutros congéneres, ou em listas de endereços de correio eletrónico (mailing lists) dedicadas a museologia, património, história ou afins, as iniciativas que desenvolve. Deverão ser aproveitados da melhor forma possível os recursos disponibilizados pelas ferramentas informáticas e redes sociais.
Museus e instituições
O Museu dispõe-se a colaborar com todos os seus congéneres e instituições nacionais ou estrangeiras com as quais possa vir a estabelecer protocolos de cooperação.
Voluntariado
O Museu apoiará a colaboração de voluntários que acedam participar, de forma desinteressada e não remunerada, em atividades superiormente definidas pelo responsável técnico do Museu e aprovadas pela CMS, em horário a combinar e integradas no âmbito de projetos, programas e outras formas de intervenção sempre desenvolvidas de acordo com a legislação aplicável (Lei n.º 71/98 de 3 de novembro, Decreto-Lei n.º 389/99 de 30 de setembro e Decreto-Lei n.º 176/2005 de 25 de outubro).
Revisão do Regulamento
O presente Regulamento poderá ser revisto e atualizado sempre que exista matéria que o justifique.
Omissões
Os casos omissos no presente Regulamento serão decididos por deliberação da Câmara Municipal.
Entrada em vigor
O presente Regulamento entra em vigor no 15.º dia após a sua publicação no Diário da República.
ANEXO I
Política de Incorporações
Introdução
Nos termos do Artigo 12.º, Secção III - Incorporação, da Lei n.º 47/2004 de 19 de agosto, que define e aprova a Lei-quadro dos Museus Portugueses, cada museu deve "formular e aprovar, ou propor para aprovação da entidade de que dependa, uma política de incorporações, definida de acordo com a sua vocação e consubstanciada num programa de atuação que permita imprimir coerência e dar continuidade ao enriquecimento do respetivo acervo de bens culturais".
Assim, de forma a cumprir a citada norma e o estipulado no Artigo 17.º - Incorporação de bens culturais, do Regulamento do Museu do Sabugal, foi aprovado este documento relativo à Política de Incorporações, que constitui o Anexo I do referido regulamento.
I PARTE
A política de incorporações do Museu do Sabugal baseou-se, em primeiro lugar, na Lei-Quadro dos Museus Portugueses, n.º 47/2004, de 19 de agosto, que define este documento como imprescindível para o correto funcionamento de qualquer instituição museológica. Considerou-se igualmente a Lei de Bases do Património Cultural, n.º 107/2001, de 8 de setembro.
A política de incorporações adotada pelo Museu do Sabugal pretende definir clara e objetivamente os princípios a observar aquando da potencial incorporação de quaisquer bens culturais no seu acervo, de modo a que todo o procedimento decorra conforme o estipulado na legislação nacional. Este documento visa a otimização e racionalização desses procedimentos.
A coleção do Museu do Sabugal é composta por quatro núcleos:
Por decisão do executivo camarário, podem ser alteradas as caraterísticas e/ou âmbito das coleções do Museu, bem como ser-lhe agregados novos núcleos museológicos específicos ou integração de outros espaços existentes.
Os bens culturais incorporados no Museu do Sabugal integram o domínio público do Município do Sabugal.
Os critérios de seleção de bens culturais a incorporar por qualquer dos meios previstos no presente documento são os seguintes:
Neste documento, considera-se incorporação a integração formal de um bem cultural no acervo do Museu. Esta pode revestir, nos termos do Artigo 13.º da Lei n.º 47/2004, de 19 de agosto, as seguintes modalidades: compra; doação; legado; herança; recolha; achado; transferência; permuta; afetação permanente; preferência; dação em pagamento.
Poderão igualmente ser incorporados os bens culturais que venham a ser expropriados, nos termos previstos na Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro.
As ofertas de bens culturais sujeitas a condições especiais serão recusadas quando as condições propostas forem consideradas pelo Responsável pelo Museu como contrárias aos interesses a longo prazo deste e do seu público.
Serão passíveis de incorporação bens arqueológicos provenientes de trabalhos arqueológicos e de achados fortuitos.
Para se incorporar qualquer bem cultural, são necessários os seguintes procedimentos prévios:
Após verificação de todo este procedimento prévio, a incorporação deverá incluir os seguintes passos:
Entende-se como abatimento ao cadastro o ato de retirar, de forma permanente, um bem cultural pertencente ao acervo. O Museu considera que a prática de abatimento ao cadastro deve obedecer a princípios e regras claras e objetivas.
O processo de abatimento ao cadastro de bens culturais só pode ser realizado quando se reúna uma ou mais das seguintes condições:
Em todos os casos a decisão de propor um abate ao cadastro cabe ao Responsável pelo Museu, sendo que a sua efetiva realização só poderá ser efetuada após aprovação por escrito da tutela.
A efetiva realização de um abatimento ao cadastro, no entanto, pressupõe o cumprimento de todas as seguintes normas:
1) No caso do abatimento ao cadastro representar a realização de uma mais-valia monetária, tal montante só poderá ser aplicado em benefício do desenvolvimento, conservação, restauro ou preservação do acervo museológico do Museu do Sabugal;
2) Em caso algum, quando do abatimento ao cadastro resulte uma venda do bem cultural, poderá a aquisição ser realizada a favor de qualquer funcionário, antigo funcionário, autarca ou antigo autarca do Município do Sabugal, ou seu familiar, ou ainda a favor de qualquer colaborador, antigo colaborador ou voluntário do Museu.
3) O abatimento ao cadastro de qualquer bem cultural pertencente ao acervo do Museu não subentende o abatimento do seu número de inventário, nem a destruição, ou alienação por qualquer forma, da informação ou documentação que lhe estavam associadas. No caso de abatimento ao cadastro, tal facto deverá ficar registado tanto na base de dados como no processo de documentação do bem cultural, explicando-se os motivos que levaram ao mesmo.
II PARTE
A política de incorporações do Museu do Sabugal será revista de cinco em cinco anos.
Potenciais incorporações não contempladas no presente documento só serão efetuadas em circunstâncias muito excecionais, e ainda assim somente após parecer positivo por parte da tutela do Museu e do seu Responsável.
O Museu deverá envidar todos os esforços para que os materiais resultantes de trabalhos arqueológicos efetuados na área do concelho do Sabugal e nele depositados provisoriamente, nos termos da respetiva autorização, possam ser incorporados no seu acervo.
ANEXO II
Normas e Procedimentos de Conservação Preventiva
Introdução
Um dos principais objetivos de um museu é o de assegurar a continuidade e disponibilidade das coleções para as gerações futuras. Mais comumente se fala de peças que sofreram uma estabilização ou uma intervenção de conservação por terem sido danificadas ou negligenciadas, isto é, Conservação Curativa. Mas, contudo, é mais eficiente prevenir ou reduzir a degradação em primeiro lugar, isto é, Conservação Preventiva. O modo mais simples e financeiramente mais económico de cuidar de um objeto ou de uma coleção é, em primeiro lugar, através da prevenção da sua deterioração.
Surge, assim, a necessidade de se controlarem as condições nas quais se encontra o objeto ou a coleção, quer durante o manuseamento, o acondicionamento, o armazenamento, quer em exposição.
Tem de ser realizada uma Avaliação de Conservação Preventiva que permita ao museu:
Avaliar o grau de perigosidade dos fatores de risco;
Estabelecer áreas de ação prioritárias;
Demonstrar os benefícios em termos quantitativos se tiver de ser efetuada qualquer alteração.
A avaliação de conservação preventiva deve ser metódica e juntar documentação de forma a tecer considerações sobre:
O edifício;
A coleção;
Procedimentos internos.
O presente documento pretende estabelecer normas e procedimentos para o cumprimento da função de maior importância na vida de um museu de acordo com a avaliação do edifício e envolvente, da coleção e o fator humano.
Fatores de risco
Os fatores de risco a ter em conta, quando se faz esta avaliação, são os seguintes:
Iluminação;
Temperatura;
Humidade relativa;
Tipos de poluentes;
Infestações biológicas;
Sujidade;
Materiais onde se acondicionam os objetos;
Modo de armazenamento;
Acessibilidade na reserva;
Fatores acidentais, como incêndios, vandalismo e catástrofes.
Conhecer a organização interna do Museu é também algo a ter em atenção: no que diz respeito ao quadro de pessoal e às suas habilitações, à existência ou não de um plano de combate a incêndios, inundações e quais os planos de ação em caso de roubo e vandalismo. É também de extrema importância, a informação disponível para visitantes e funcionários, o espaço físico onde se encontra a coleção, aspetos técnicos de construção e também o contexto onde se insere.
A Conservação Preventiva, permite que a atuação sobre as peças seja mínima - o princípio da intervenção mínima definido por Catherine Antomarchi (ICCROM) - permitindo a salvaguarda da autenticidade das mesmas.
Caracterização do museu e envolvente
O Museu do Sabugal situa-se no Largo de S. Tiago, um espaço nobre da cidade do Sabugal, no cimo da Rua do Foral, na margem do Rio Côa. Foi instalado no antigo edifício das Finanças e da PSP, após remodelação e recuperação do espaço e da envolvente. O edifício do Museu e Auditório Municipal foi inaugurado a 26 de julho de 2003, ainda antes da instalação da exposição de longa duração, ficando apenas a funcionar como galeria de exposições temporárias até meados do ano de 2006.
Em termos de acessibilidade, está situado na cidade do Sabugal, a curta distância de duas vias rodoviárias importantes, a A23 e a A25. A ligação destas vias à cidade passa pela N233 e N324. Ao chegar à cidade, quer atravessando a Ponte do Côa e indo pela Rua do Foral - 10 de novembro de 1296, quer pela rotunda e seguindo a Rua dos Pontões e cortando na Rua de S. Tiago, é possível chegar ao Museu, que se encontra bem identificado na fachada.
Trata-se de um museu de temática arqueológica e de âmbito local e foi definido pela adoção de uma área geográfica circunscrita às terras do Alto Côa, correspondentes ao atual concelho do Sabugal. Procura também assegurar a existência de um espaço de exposições temporárias. No piso inferior do mesmo edifício, encontra-se o Auditório Municipal, dispondo de todas as condições necessárias para a realização de conferências, palestras e outras ações, bem como a projeção de filmes em formato analógico.
A caracterização do clima local é feita com base nos registos das estações climatológicas do Sabugal e da Guarda e da estação udométrica de Pega (Fonte: www.snirh.pt, ano de 2006). Os dados recolhidos são relativos ao período de 1961-1968. A temperatura média anual na região varia entre 10,7.ºC e 11,8.ºC, sendo que as temperaturas médias mensais atingem valores mais baixos de 4,2.ºC, em dezembro, e os valores mais elevados são de 20,6.ºC, no mês de agosto. A precipitação total anual é de 912,8 mm (para o ano de 2006). O número de dias com o solo coberto de neve, para o período considerado, é de 3 dias.
O valor médio anual de humidade relativa do ar às 9 horas é de 74 %, variando entre um valor de 55 %, em agosto, e de 90 % em fevereiro.
A insolação compreende valores médios anuais variáveis de 2500 horas e 2900 horas (Fonte: www.iambiente.pt). O vento predominante sopra do quadrante Norte, especialmente de Nordeste e Noroeste, e de Sudoeste. Quanto à geada, ocorre durante 24 dias por ano, sendo que a maior parte dessas ocorrências se dão nos meses de dezembro e janeiro.
Quanto à geologia, o território é essencialmente granítico e xistoso. Os granitos originam escarpas e os xistos, menos resistentes à erosão, formam contornos mais suaves. Também são frequentes os filões de quartzo localizados em terrenos graníticos, e os depósitos aluvionares. Enquanto que a região Sudeste é ocupada maioritariamente por xistos, os granitos estão presentes no resto do Concelho, com exceção das zonas de filões e das aluviões. Os primeiros integram-se na zona granítica, com maior regularidade e espessura, e os segundos concentram-se ao longo do rio Côa e dos seus afluentes.
O edifício encontra-se dividido em dois pisos. No superior, localizam-se os espaços para exposições, salas de trabalho, instalações sanitárias e zona de descanso. No piso inferior, encontra-se o Auditório Municipal, com os respetivos espaços de apoio, salas de arrumos para materiais e limpeza, espaço de reservas do Museu, instalações sanitárias, átrio e bar (concessionado).
Na zona de descanso, existe uma abertura sobre o rio e jardim e um terraço não visitável. A sala de exposição de longa duração está situada num nível superior ao restante piso. A conceção deste espaço é posterior ao da construção do edifício, tendo a sala começado por ser um espaço amplo. Os restantes espaços encontram-se bem identificados e de acesso fácil.
O acesso ao piso inferior é feito por dois lanços de escadas que desembocam no átrio do auditório, de onde se tem acesso ao corredor de apoio ao palco/auditório. e ao bar e entrada principal do auditório. Nesta zona de distribuição existe ainda uma sala de arrumos identificada como bengaleiro. Do lado do bar temos um acesso às instalações sanitárias.
O acesso ao Auditório, como já descrito, pode ser feita não só pelo piso superior do museu, mas também pelo exterior, a partir do jardim. Este apresenta-se como uma grande varanda para o rio Côa, tem árvores de grande porte e várias zonas de lazer e descanso. Também tem um parque infantil e dois grandes tanques de água junto aos repuxos decorativos (zona central).
A ladear o edifício temos, do lado direito, uma zona relvada e, do lado esquerdo, a Rua do Foral - 10 de novembro de 1296. Junto à entrada do museu, existe um parque de estacionamento. Na zona fronteira, no centro do largo, uma réplica do antigo Pelourinho do Sabugal.
A reconstrução do edifício teve como resultado um espaço com instalações de qualidade e onde se conseguiu no espaço interior criar condições visualmente agradáveis e clássicas condizentes com a fachada.
Após a início de funções efetivas do espaço, nas diferentes tarefas inerentes ao funcionamento do museu, foram identificados alguns constrangimentos decorrentes das soluções arquitetónicas adotadas.
O Museu do Sabugal, como já referido, foi instalado num edifício patrimonial restaurado, onde foram utilizados na construção os seguintes materiais:
Alvenaria;
Pedra;
Madeira nos soalhos, rodapés, janelas e portas;
Vidro em portas e janelas;
Azulejos nas instalações sanitárias;
Mosaicos nas instalações sanitárias e numa das salas do piso superior;
Pladur e caixilharia de alumínio na sala de exposição de longa duração;
Paredes pintadas com textura em todas as salas (exceto na sala da exposição de longa duração, em que as paredes estão pintadas de cor azul).
O edifício encontra-se pouco resguardado nas traseiras, por não existirem edificações, somente o jardim o separa do rio, o mesmo acontecendo na fachada principal, que dá para o largo de S. Tiago. O jardim tem árvores de grande porte, quer de folha perene quer de folha caduca, que ajudam, de alguma forma, a proteger a fachada posterior.
Devido ao facto do acesso ao piso do museu, pela fachada principal, ser feito por escadas (3 degraus) e por ter um outro piso inferior permite dizer que esta parte do edifício se encontra elevada e não sofre tanta influência do terreno (diminui a probabilidade de existência de humidade ascensional).
O facto de existirem várias portas e janelas no piso superior permite uma boa circulação de ar no interior do edifício. Trata-se de elementos recuperados da edificação original e adaptados, tendo as janelas sido transformadas em janelas duplas. Nos gabinetes, verifica-se a falta de isolamento de algumas janelas, acusando também falta de manutenção. Na zona de descanso, a existência de uma porta envidraçada a toda a largura da parede permite uma boa entrada de luz, mas simultaneamente é um fator de risco, pois tem pouco isolamento e permite a entrada de lixo e de infestantes (não permite uma boa regulação da temperatura e da humidade relativa).
O mesmo se verifica no caso das portas de acesso, que sendo de madeira permitem a entrada de ar. O problema foi minimizado pela colocação de uma porta envidraçada que serve de para-vento.
A não existência de divisória entre a área de acolhimento, a sala de exposições temporárias, a zona de descanso e a área de gabinetes permite uma fácil leitura do espaço e, por isso, os visitantes e funcionários podem circular de forma natural. Identifica-se a sala de exposição de longa duração por se encontrar em plano mais elevado, destacado do restante. Este desnível obrigou à criação de uma rampa de acesso para deficientes, direcionada para a porta de saída da exposição, impondo aos visitantes que a percorram no sentido inverso.
Em contrapartida, a não existência de barreiras físicas entre áreas (somente a exposição de longa duração se encontra delimitada, tal como a área dos gabinetes) não permite um eficiente controlo ambiental o que, associado à falta de isolamento de portas e janelas, dificulta por exemplo o controle de temperatura e humidade relativa do espaço comum.
Outro aspeto a referir, e que é limitativo, está relacionado com os aparelhos de ar condicionado que têm saídas de ar de grandes dimensões rasgadas nas paredes, restringindo a área expositiva da sala de exposições temporárias, para além de ter grande impacto visual e menor eficácia.
A iluminação de todas as áreas é feita essencialmente por luz artificial, exceto nos gabinetes e zona de descanso onde também se tem iluminação por luz natural, através das janelas.
A maior parte das lâmpadas utilizadas são fluorescentes e de halogénio, em candeeiros encastrados no teto falso, de forma retangular e circular. Também existem, na sala de exposições temporárias, projetores orientáveis, suportados e calha própria. Na sala de exposição de longa duração, a iluminação é feita com projetores de teto, candeeiros encastrados no teto e no interior das vitrinas com spots com lâmpadas de halogénio (a substituição de lâmpadas e adaptação de projetores, para o sistema LED, está a ser efetuada de forma faseada, devido aos custos que acarreta uma operação deste tipo).
Devido ao facto, como já referido, de haver algumas falhas no isolamento das portas e janelas, é de prever alguma dificuldade no controlo da variação da temperatura no interior do museu. Tem de ser tido em conta que o Sabugal é um concelho com clima rigoroso, que toca os extremos chegando a atingir temperaturas negativas no Inverno e muito elevadas no Verão. Foram identificadas em alguns meses do ano variações bruscas de temperaturas, identificadas principalmente com meses de muita chuva e frio intenso e prolongado.
De modo a controlar a temperatura no interior do edifício existem três aparelhos de ar condicionado na sala de exposições temporárias, que se encontram por trás da parede com apenas 4 saídas de ar visíveis (tipo cortina de ar); os gabinetes têm ar condicionado em unidades de chão não embutidas; na sala de exposição de longa duração existem dois tipos de ar condicionados em permanente funcionamento. Nesta sala, existem também grelhas de ventilação no teto ao longo de todo o percurso expositivo, que permitem a filtração do ar e consequente limpeza. Como o museu se encontra implantado junto de uma estrada, seria de prever a existência de um grande número de partículas e gases poluentes, o que não se verifica devido ao facto de não se tratar de uma grande via de comunicação e o fluxo de veículos não é considerável.
No que respeita à humidade relativa, existem grandes variações com forte amplitude. Foi possível verificar que em alguns meses as diferenças podem rondar os 25 pontos percentuais entre os valores mais baixos e os mais altos em apenas 1 dia de medição. Os valores, por vezes, são muito baixos, podendo atingir os 20 % de humidade relativa e também valores muito altos como 80 %. Através das medições efetuadas pelo aparelho DataLogger existente nas instalações, é possível concluir que se trata de um fator de risco preocupante, havendo necessidade de atuar este nível.
Ao longo do tempo, foi registada a presença de alguns insetos e outros parasitas na sala de exposição de longa duração, verificando-se o seu aparecimento na época de maior calor (percevejos, moscas, aranhas, etc.). O combate e controlo destes tipos de infestante foi realizado recorrendo a inseticidas e a limpezas periódicas dos sítios mais recônditos. Não foram identificados infestantes de outro tipo no interior do museu e respetivos espaços expositivos.
A limpeza de todo o museu encontra-se assegurada por funcionários com essa competência. A manutenção é periódica não havendo, por este motivo, acumulação de poeiras ou outro tipo de sujidades. Sempre que necessário, garantem a rápida resolução do problema. Realiza-se de uma a duas vezes por semana a limpeza por via húmida, ou sempre que se justifique, e a limpeza por via seca é efetuada todos os dias, exceto ao fim de semana. A limpeza é rigorosa em todo o espaço, mas é tida uma particular atenção nas zonas de exposições.
A Câmara Municipal do Sabugal possui um Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que prevê os procedimentos adequados em caso de inundações ou cheias, incêndios, catástrofes naturais ou outras eventualidades. Deverá existir documento específico com normas específicas para o edifício do Museu e Auditório.
No interior do museu, os dísticos identificadores do percurso de emergência e as luzes de emergência encontram-se visíveis e destacados, assim como na sala de exposição de longa duração. Existem também dispositivos de deteção de fumo em todas as salas e, na zona de entrada, encontram-se mecanismos de combate como extintores, dispositivos como botões de alarme e uma central de incêndios.
O edifício dispõe de um alarme de intrusão ligado a uma central de vigilância e também dispõe de câmaras de videovigilância ligadas ao servidor informático do município.
Está previsto que todos os visitantes devem ser convidados, à entrada do museu, a entregar aos cuidados do funcionário responsável pela receção, os sacos, guarda-chuvas ou quaisquer objetos volumosos que possam pôr em risco as peças expostas.
É estritamente proibido, comer e beber, fumar, introduzir animais e tirar fotografias ou filmar no interior do museu. Todos os visitantes que perturbem o normal serviço do museu serão advertidos, no caso de desobediência serão convidados a sair e, em caso de renitência serão entregues às autoridades policiais.
Caracterização da coleção
A suscetibilidade do edifício do museu depende consideravelmente da natureza da coleção que detém.
A coleção deve ser periodicamente avaliada, de forma a poder ser feita uma quantificação e qualificação das condições de conservação para, deste modo, se poder traçar um plano de intervenção uma vez identificadas as prioridades. No mínimo, deverá ser feita uma inspeção visual de forma regular. Ao longo do tempo, a inspeção das condições de conservação deve ser levada a cabo não só nos objetos em exposição, mas também nos objetos em reserva. De forma a facilitar estas inspeções periódicas à reserva, as peças devem estar armazenadas em caixas e não devem estar embrulhadas, apenas acolchoadas de modo a impedir movimentos e impactos acidentais.
Cada tipo de coleção necessita de cuidados adequados e diferentes formas de conservação. É impraticável conseguir ajustar e criar condições ideais para cada tipo de coleção. Todos os funcionários do museu devem estar cientes dos requisitos específicos da coleção museológica e de tudo o que possa representar ameaça.
A coleção do Museu do Sabugal é constituída por um espólio que tem vindo a ser recolhido e conservado desde os anos 80 do século XX, sendo maioritariamente arqueológico. Possui também um núcleo significativo de peças de arte contemporânea.
O cariz das exposições temporárias pode ser tanto da iniciativa do município, ou através de propostas apresentadas por qualquer autor ou entidade. Como se trata de um espaço que apresenta características únicas no concelho, as temáticas aceites são por isso diversificadas:
Etnografia;
Pintura;
Escultura;
Artesanato;
Etc.
Na exposição de longa duração encontra-se patente um grande número de peças, relativas a seis épocas históricas. A descrição dos materiais, que em seguida se processa, será efetuada de acordo com cada época específica.
Pré-História:
Materiais Inorgânicos manufaturados:
Materiais líticos e geológicos - pontas de seta, fragmentos de lâminas retocadas, elementos de foice, lascas e lamelas retocadas, percutor, lingotes de anfibolito, afiadores, machados, enxós, escopros, bloco de matéria-prima;
Materiais cerâmicos - fragmentos de cerâmica decorada, peso de tear, conta de colar;
Materiais em liga de cobre - machado.
Proto-História:
Materiais Inorgânicos manufaturados:
Materiais líticos - conta de colar, pendente, pesos de tear ou rede, cossoiro, elementos de moagem, estelas, estela com fossetes;
Materiais vítreos - contas de colar;
Materiais cerâmicos - taças, fragmentos de taças, fragmentos de cerâmica decorada, vasos, púcaro, potes, cadinhos, molde, cossoiros;
Materiais em liga de cobre - vareta, argolas, foice (fragmento), escopro, machado, fíbula.
Época Romana:
Materiais Inorgânicos manufaturados:
Materiais líticos - capitel, fuste de coluna, cossoiro, mós circulares, árula votiva, aras votivas, fragmentos de ara, estela, placa funerária, miliários materiais vítreos - contas de colar, gargalos de garrafa, cálice;
Materiais cerâmicos - pequeno tijolo, imbrex, cossoiros, pesos de tear, bico fundeiro de ânfora, fragmentos de tégula, tijolo, dolia e terra sigillata hispânica e sudgálica;
Materiais em liga de cobre - fíbula anular, estatueta, moedas;
Materiais Compósitos Inorgânicos:
Pesos de prumo (liga de chumbo e liga de ferro), fragmento opus signinum;
Época Medieval - Reino de Leão:
Materiais Inorgânicos naturais:
Material líticos e geológico - conglomerado de pedra calcinada;
Materiais Inorgânicos manufaturados:
Materiais líticos - tampas, rela de oleiro, mós circulares, pedra de armas da Irmandade do Sabugal;
Materiais vítreos - conta de colar;
Materiais cerâmicos - fragmentos de alguidares, de cerâmica decorada, de panelas, de jarro, de tampa e asa de panela;
Materiais em liga de cobre - moedas, espigões de fivela, fivelas decoradas;
Material em liga de prata (bolhão)- moedas;
Materiais em liga de ferro - ferraduras e fragmentos, cravos, tacha, argolas, espigões, cavilha, prego, fragmento de chave e de espora, escórias.
Época Medieval - Reino de Portugal:
Materiais Inorgânicos manufaturados:
Materiais líticos - estelas discoides, tampas de sepultura, silhar com tabuleiro de jogo gravado, malhas;
Materiais cerâmicos - fragmentos de alguidar, malhas;
Material em liga de prata (bolhão)- moedas;
Materiais em liga de ferro -contos de lança, pontas de virote de besta, ponta de lança.
Época Moderna:
Materiais inorgânicos:
Material líticos e geológico - conglomerado de pedra calcinada;
Materiais Inorgânicos manufaturados:
Materiais líticos - capitel de colunelo, base de colunelo, escultura zoomórfica, resto de cornija, escudo nacional, moinho giratório, pináculo de pelourinho, capitel de pelourinho, fragmento de fuste de pelourinho;
Materiais vítreos - conta de colar, pedra de anel, fragmento de anel, anel, contas de rosário, fragmentos de pulseiras, garrafa de água mineral;
Materiais cerâmicos - telhas de canudo, fragmentos de faianças portuguesas e de Manises, malgas, púcaros, pote;
Materiais em liga de cobre - moedas, espigões de fivela, fivelas decoradas, crucifixo, medalhas, brincos, fivela, botão, selo de lacre, anéis (aros), espora;
Material em liga de prata - moedas;
Materiais em liga de ferro - projéteis piroclásticos, bainha de sabre;
Materiais em liga de chumbo - projéteis piroclásticos;
Materiais Compósitos Orgânicos:
Forais de Sortelha, Vila de Touro e Sabugal (pergaminho e capa de couro sobre papelão - colocação recente); escultura sacra (madeira policromada);
Materiais Compósitos Inorgânicos:
Mosaicos hispano-árabes, azulejo, sabre (lâmina em aço com punho de madeira com reforço em liga de ferro).
Na exposição de longa duração, as peças estão colocadas sobre peanhas ou diretamente na base da vitrina e ainda em suportes metálicos construídos especificamente para cada peça (materiais líticos). As vitrinas, encastradas nas paredes, são compostas por uma estrutura metálica de suporte das paredes de madeira prensada, o acesso é feito por um vidro fechado com chave e o fundo da vitrina está coberto com uma placa de borracha de cor azul. Todo o interior da vitrina encontra-se pintado com tinta azul, tal como o exterior.
As vitrinas não são estanques, o vidro de acesso tem uma ranhura na parte superior de modo a permitir a sua abertura, facilitando desta forma a circulação de ar nas vitrinas, que não permite a criação de microclimas no interior das mesmas.
Todos os materiais arqueológicos que se encontram no Gabinete de Arqueologia, atual local de reserva, estudo, lavagem, marcação e inventariação, estão divididos por locais de origem, por sector de escavação e por material (estando os metais separados entre si e das cerâmicas). O acondicionamento das cerâmicas é feito em caixas de cartão (que não são acid-free) e o dos metais em caixas individualizadas de cartão e de polietileno de baixa densidade (PE-LD) que por sua vez estão guardadas em caixas de cartão, no caso de objetos metálicos, numismas, estão acondicionados em bolsas de papel acid-free especialmente destinadas para esse efeito. Todas as caixas de armazenamento devidamente identificadas estão colocadas em armários e estantes.
O acesso no interior deste espaço é dificultado por ser um espaço pequeno para o número de peças existentes. O local não dispõe de qualquer tipo de monitorização das condições ambientais (temperatura e de humidade relativa). Trata-se de uma sala com janelas para o exterior sem filtros de luz natural, tendo por isso grande entrada de luz. A iluminação artificial é também utilizada por meio de luzes fluorescentes. Como as áreas de atuação não se encontram diferenciadas, é difícil manter as condições de higiene e segurança necessárias e também dificultando o acesso, podendo desta forma pôr em risco as peças quando movimentadas.
Deveria ser equacionada a construção de um espaço de reserva, junto ao edifício do museu, onde se deveria individualizar as áreas de trabalho e criar uma reserva de fácil acesso e arrumação. O controle e monitorização das condições ambientais seria facilmente implementado, bem como melhorada a forma de armazenamento e acondicionamento, com substituição das caixas de cartão por outros dispositivos acid-free.
O quadro seguinte (Quadro 1) permite efetuar uma inquirição rápida às condições de conservação preventiva de uma reserva por parte de qualquer utilizador do espaço e procura também auxiliar no desenvolvimento de políticas de prevenção de modo a evitar degradação dos seus objetos, aumentando assim a sua durabilidade.
QUADRO 1
(ver documento original)
Condições e procedimentos de conservação preventiva
As condições de conservação preventiva que devem estar garantidas abrangem não só as zonas de exposição, mas também todo o espaço do museu. As condições referidas devem ser monitorizadas com regularidade no que toca aos níveis de:
Iluminação;
Radiação UV;
Pestes (infestantes);
Poluentes;
E de forma continua no caso da:
Temperatura,
Humidade relativa.
A monitorização destes fatores tem de ter como referência os valores indicados no seguinte quadro:
QUADRO 2
(ver documento original)
A temperatura e a humidade relativa são agentes chave na degradação das peças. Podem ser monitorizadas em simultâneo com um Termo higrómetro.
O maior problema é colocado quando se verifica uma variação extrema ou repentina da humidade relativa (HR), em especial quando se trata de peças em materiais orgânicos. A sua natureza higroscópica permite que os objetos se expandam ou contraiam rapidamente, gerando pressões que podem levar ao surgimento de fissuras e fraturas. O que se pretende evitar são flutuações rápidas de HR - não superiores a +/- 3 % numa hora 3 +/-5 % nem 24 horas- e a sua manutenção num intervalo entre 40-65 %.
Se a humidade relativa se encontra controlada, a temperatura passa a ser menos crucial e a ter um papel menos agressivo no que diz respeito à degradação dos materiais. As áreas públicas são normalmente mantidas entre 17-19.ºC e um intervalo entre 15-25.ºC é aceitável para a maioria das coleções. As reservas podem ser mantidas a temperaturas relativamente baixas, podendo desta forma reduzir os riscos de degradação bem como, permitir a poupança de energia (1).
A luz pode ser causadora de danos irreversíveis às coleções museológicas e trata-se de um problema de degradação cumulativo. É uma forma de energia que causa fadiga e deterioração em materiais que se encontram na composição das peças. A maioria dos materiais são afetados pela luz, em todo o caso, os metais e as cerâmicas não são afetados da mesma forma e extensão que outros. A luz é medida em lux (ou lúmen por m2).
A produção de danos pela luz é proporcional à intensidade e ao tempo de exposição do objeto. Teoricamente, uma luz de 500 lux vai provocar o mesmo dano num ano, que uma luz de 50 lux produz em 10 anos. A exposição a uma luz forte durante um período de tempo curto só provocará danos extensos se não for compensada por longos períodos de exposição a luz mais baixa do que a iluminação normal ou a escuridão total. É usual diminuir os níveis de iluminação num local expositivo, mas é igualmente legitimo e benéfico diminuir o tempo de exposição dos objetos. Quanto aos objetos mais sensíveis à luz, é realmente útil estabelecer limites de exposição anual - lux-horas (2).
O cálculo da exposição atual em lux-horas por ano:
Fonte de luz = 50 lux
Número de horas em exposição por ano = 1920 horas
(8 horas por dia x 5 dias por semana x 48 semanas por ano)
Exposição anual = 96.000 lux/h/ano (lux por hora por ano)
Se existir o envolvimento de luz natural na iluminação da sala de exposição, esta vai variar ao longo do dia, do ano e com as condições climatéricas, o que também acontece com a luz artificial: ao longo dos anos, vai diminuindo a sua eficiência à medida que os filamentos envelhecem.
O efeito da maior parte das medidas adotadas de redução de luz numa sala é a de escurecê-la, o que pode ser demasiado drástico para o olho humano. Por isso, nas salas de exposição deve ser feito de forma gradual ao longo dos espaços, dando ao visitante a possibilidade de se adaptar e ajustar.
As janelas podem ser cobertas com um filme de densidade neutra de forma a reduzir as entradas de luz, mas permitindo ainda que o visitante possa usufruir da paisagem.
A maior parte das fontes de luz, natural e artificial, emitem também radiações ultravioletas (UV). Esta radiação encontra-se para além da visão humana, mas é também um elemento causador de degradação nas peças expostas. Assim, como a luz UV não é necessária para visualizar os objetos e pode ser eficazmente reduzida pela utilização de filtros, deve ser tida como um elemento de risco fácil de eliminar. A radiação deve ser medida na fonte de luz em microwatts por lúmen (mi)W/lumen). O máximo aceitável é de 75 (mi)W/lumen, mas a utilização de filtros permite a redução deste valor para 10 (mi)W/lumen. É necessária uma periódica revisão dos filtros e da sua eficácia na redução da radiação UV.
Tem de ser tido em conta também, especialmente em locais fechados, que a radiação da luz é quente e obriga a colocar questões não só da quantidade da luz, mas também da sua qualidade. As lâmpadas de baixa voltagem normalmente emitem muito calor, mas por exemplo, as lâmpadas fluorescentes são comummente frias, mesmo assim necessitam de filtros para conter as radiações UV (que são relativamente altas neste caso).
Todos os museus devem ser equipados com armadilhas, de forma a poderem detetar a presença de pestes antes que estas se tornem um problema. Devem ser colocadas armadilhas para insetos ao longo dos rodapés, pois são eficientes, baratas e de longa duração. A observação dos insetos que se encontrarem nas armadilhas é um valioso trunfo para a deteção da fonte do problema. A identificação do tipo de inseto pode indiciar a origem, como exemplo pode ser uma entrada na estrutura do edifício, um objeto que já se encontrava infestado com ovos ou larvas e foi posteriormente introduzido na coleção, etc.
As medidas que podem ser tomadas para a prevenção de pestes e para mitigar os seus efeitos são as seguintes:
Colocação de armadilhas e sua regular inspeção;
Fecho de possíveis entradas e falhas do edifício;
Manter a temperatura baixa (mais prático de conseguir nas reservas);
Inspeção regular da coleção, em especial nos objetos mais suscetíveis;
Isolar ou cobrir novas aquisições, se se tiver dúvidas sobre o seu estado;
Remoção e limpeza de excrementos de aves nas zonas circundantes;
Implementação de boas práticas de limpeza, para remoção de poeiras nas zonas de rodapés e nos dispositivos de suporte de lâmpadas (locais preferenciais de desenvolvimento de insetos);
Proteção do soalho de madeira de forma a prevenir infestações;
Inspeção regular das zonas com plantas existentes no museu.
A identificação e a medição de poluentes na atmosfera museológica são necessárias. Nas principais fontes externas de gases e partículas poluentes estão incluídas as emissões resultantes dos veículos e fábricas e da queima de combustíveis fósseis. No cerne de um local de exposição, os poluentes podem ter origem nos materiais de construção, itens que se encontrem na coleção, agentes de limpeza, vitrinas ou material de armazenamento.
A principal preocupação centra-se nos materiais utilizados na construção e desenvolvimento das vitrinas e suportes expositivos (3). No interior de uma vitrina, a atmosfera pode conter poluentes nocivos causadores de alterações químicas, mesmo não existindo contacto físico. Temos como exemplo da interação nociva de poluentes e materiais expostos os seguintes casos:
O sulfureto de hidrogénio, libertado pela madeira, couro, pergaminho e certos adesivos, que pode levar à formação de manchas na prata, no cobre polido e em impressões fotográficas e negativos;
O dióxido de enxofre pode danificar o papel, couro e alguns tipos de pedra;
Alguns ácidos orgânicos, também libertados pela madeira, podem levar ao aparecimento de corrosão no chumbo.
O fator humano é outro dos condicionantes a ter em conta, desde o pessoal do museu, ao público e aos restantes visitantes/pessoal externos ao museu. A segurança implica que a formação dos funcionários é contínua quanto às boas práticas de conservação preventiva. É importante também informar o público e outros visitantes das normas relativas ao bom funcionamento do museu.
A. Edifício - Limpeza
Manutenção e Limpeza da envolvente exterior por parte das autoridades competentes - a existência de árvores na zona circundante pode levar, durante a época de desfolharem, ao entupimento dos algerozes. A limpeza pode evitar perigo de infiltrações e má drenagem.
Manutenção e Limpeza interna - o museu deve apresentar os seus espaços, equipamentos e coleções impecavelmente limpos. A limpeza eficaz e regular associada à boa manutenção dos espaços contribui para a correta conservação dos bens culturais. A limpeza deve ter em conta os seguintes pontos:
As estruturas expositivas devem ser limpas com especial cuidado. Se for necessária a remoção de objetos antes da limpeza, o manuseamento deve ser feito por pessoal técnico;
Deve ser realizada por pessoal com sensibilidade nesta área e com formação especifica;
Qualquer limpeza em objetos só deve ser feita de forma superficial e em objetos que não se apresentem fragilizados;
A equipa de limpeza pode contribuir para a conservação preventiva das peças, alertando para indícios de pragas e na deteção de alguma anomalia;
Na limpeza de objetos devem ser sempre utilizados espanadores ou panos macios e nunca recorrendo a água ou outros solventes;
Os pavimentos devem ser limpos com aspiradores com filtros que retenham de forma efetiva o pó - nunca utilizar vassouras;
A lavagem dos pavimentos deve ser efetuada com água e os detergentes serem conhecidos e utilizados nas proporções corretas (podem conter, na sua composição, substâncias nefastas);
A utilização de água deve ser reduzida durante a lavagem, para evitar o desequilíbrio ambiental (superfícies bem secas);
O aspirador e enceradora devem ser utilizados evitando choques mecânicos;
Os vidros e acrílicos devem ser limpos com água ou produtos adequados;
As estantes e armários devem estar afastados da parede e elevados do chão alguns centímetros para permitir a limpeza sob estes;
Nunca negligenciar as salas menos utilizadas;
Substituição regular dos meios de limpeza e limpeza dos mesmo após utilização;
Para além da limpeza diária deve ser criado um plano de limpeza a fundo em todas as áreas, para realizar pelo menos 4 vezes por ano.
B. Edifício - Segurança
Rececionista/Frente de Sala - na ausência de um vigilante, não deve executar tarefas que obriguem a deslocar-se do seu local de trabalho e deve proceder:
À abertura das exposições;
À ligação dos sistemas de iluminação;
Ao controlo, conservação e segurança sobre as chaves que se encontram no chaveiro da receção:
Chaves devem estar identificadas e com a devida correspondência da porta;
Devem ser registadas todas as solicitações de chaves (hora, chave e requerente);
Ao controle de acessos - a entrada e saída de pessoas deve ser sempre feita pela receção, sendo proibida a circulação de pessoas estranhas nas áreas não públicas (só em caso de emergência).
Equipa do Museu - só os funcionários do museu podem ter acesso à chave da porta principal.
Visitantes - só têm acesso às áreas não públicas quando devidamente autorizados.
Identificadores de saídas de emergência e dispositivos de identificação/combate a incêndios.
Boas práticas de manutenção e inspeção de equipamentos elétricos, de climatização, dos instrumentos de monitorização e do próprio edifício em si.
A monitorização das condições ambientais e biológicas fica a cargo do pessoal técnico do museu;
Tem de ser efetuada a monitorização e controlo da luz, da humidade relativa, da temperatura, poluentes e infestantes.
A. Luz - geral
Devem ser respeitados os valores máximos de iluminação recomendados (Tabela C em Anexo);
Os valores de intensidade da luz e a exposição às radiações UV variam consoante o estado de conservação das peças;
A monitorização deve ser sempre realizada após a substituição de lâmpadas e de filtros;
Níveis de radiação UV devem ser periodicamente medidos (algumas lâmpadas têm tendência a emitir mais radiação ao longo do seu envelhecimento);
Verificação de filtros UV por terem tempo limite de vida, e aplicação destes filtros caso não existam e se verifiquem valores excessivos de radiação UV;
Entrada de luz natural deve ser controlada.
B. Luz - vitrinas
Os sistemas de iluminação das salas de exposição devem ser desligados sempre que o museu se encontra fechado;
Localização de interruptores junto de entradas e saídas, de modo a evitar a circulação às escuras.
C. Humidade Relativa (HR) e Temperatura
Devem ser monitorizadas de forma regular;
Devem ser recolhidos dados do exterior, para se fazer comparação de valores internos e externos;
De forma a controlar a HR e a temperatura, deve garantir-se a estanquicidade dos espaços, calafetando portas e janelas;
Os aparelhos de monitorização e controle devem ser calibrados com regularidade;
Os aparelhos de monitorização devem ser colocados longe de fontes de calor, portas mal calafetadas ou permanentemente abertas, sob luz solar direta, para não dar medições incorretas;
As leituras devem ser recolhidas pelo menos durante um ano para se estabelecerem dados normativos;
Se se verificarem modificações ambientais, estas devem ser corrigidas de forma gradual, de modo a evitar oscilações bruscas;
É importante atingir a estabilidade de HR e temperatura (não deve haver oscilações superiores a 10 % em 24 horas);
Adequação de HR e temperatura de acordo com o objeto, o seu estado de degradação, com o espaço onde se encontra, o clima e de acordo com os métodos de monitorização (Tabelas A e B em Anexo);
Devem ser realizadas inspeções periódicas ao edifício (canalizações, danos de algerozes, instalações sanitárias, paredes, fundações, esgotos, telhado, etc.) de forma a prevenir descontrolo ambiental interno;
A HR e a temperatura podem ser controladas adotando várias práticas:
Limitar o número de pessoas num determinado espaço;
Evitar colocar objetos nas proximidades de focos de luz intensa, janelas, portas ou paredes exteriores;
Colocar persianas ou cortinas de modo a limitar a entrada de luz solar, permitindo o controlo de temperatura;
Criação de microambientes de modo a controlar a HR em espaços reduzidos, utilizando Art-Sorb(ver documento original) ou sílica gel;
Boa manutenção e utilização dos aparelhos de climatização.
D. Poluentes
Monitorização dos poluentes por meio de dispositivos próprios de forma a detetar e identificar o agente de degradação;
Para a análise da qualidade do ar, pode recorrer-se a instituições que prestem esse serviço;
Podem utilizar-se tubos colorímetros ou de difusão para detetar, inspecionar e registar as deposições de pó;
Observação detalhada dos objetos para controlo de alterações decorrentes da ação de poluentes;
Proteção de objetos em caixas, armários, expositores;
Boa calafetagem de portas e janelas minimiza a entrada de poluentes, tal como a limpeza periódica de filtros do sistema de climatização;
Os materiais de armazenamento e acondicionamento devem ser selecionados de forma criteriosa (Tabela D em Anexo).
E. Controlo Biológico
Monitorizar a presença de organismos nocivos e planear estratégias de intervenção;
Controlo da humidade relativa e temperatura de forma a inibir o desenvolvimento de infestantes;
Deve estar contemplado no orçamento anual o controlo anual de infestações;
Evitar o uso de produtos químicos;
Impedir o acesso e desenvolvimento de insetos, garantindo a limpeza cuidada e frequente do interior e exterior do edifício, utilização de iluminação exterior que não atraia insetos, isolamento adequado, remoção de lixos do interior diariamente, inspeção periódica de paredes e rodapés, aparelhos de ar condicionado e outros equipamentos elétricos, etc.
Fumigações periódicas, caso se justifique, por empresas especializadas;
Dissuadir a presença de aves;
Deve ser efetuado um controle visual dos objetos, pois caso seja identificada ou que haja suspeita de ataque biológico o objeto deve ser isolado e devem ser postas em prática todos os procedimentos de controlo (todos os objetos que deem entrada devem passar por um período de quarentena);
Devem ser utilizados procedimentos e métodos de desinfestação atualizados como a anoxia e a exposição a baixas temperaturas.
C: Exposição
Os materiais, equipamentos e sistemas de exposição e reserva devem ser inertes, funcionais, resistentes e compatíveis com a natureza dos bens expostos;
A exposição de um objeto depende do seu estado de conservação;
O tempo de duração da exposição é um fator decisivo na organização;
Os objetos não devem ser colocados diretamente sobre superfícies pintadas ou envernizadas (utilizar filmes de Melinex(ver documento original), Mylar(ver documento original), entre outros), e devem haver um intervalo de tempo entre a colocação dos acabamentos e a colocação dos objetos (de modo a permitir a completa secagem das superfícies);
Deve evitar-se a utilização de madeiras nos elementos expositivos;
Todos os sistemas de fixação não devem alterar o objeto, devem ser adaptados;
Os objetos não devem ser sujeitos a impactos ou vibrações;
No caso de objetos expostos fora de vitrinas, deve ser garantida a sua segurança com vigilância ou com a colocação de barras de segurança;
Não colocar os objetos junto de sistemas de climatização;
No caso de exposições de longa duração, os materiais sensíveis não devem ser expostos de forma contínua, tendo de existir rotatividade entre peças.
D: Reservas
Devem ter um planeamento lógico, adaptável a novas aquisições e permitir fácil acesso;
Não devem ser guardados outros tipos de materiais que não os bens culturais;
Devem ser espaços com um pé direito alto de modo a proporcionar o transporte de peças e o arrumo de objetos volumosos;
As estantes devem ser robustas e devem ter rebordos de modo a evitar a queda de objetos ou de equipamentos de arrumação;
É fundamental a boa arrumação e que permita passagem rápida e facilitada;
O armazenamento das peças deve ser feito de forma criteriosa, por tipologias e cronologias, de forma paralela ao das coleções, agrupando os objetos por secções definidas;
Levantamento e localização em planta de cada objeto, onde se podem assinalar os objetos em risco e qual a emergência de atuação (definição de prioridades de intervenção);
Os objetos devem estar identificados de forma visível e clara com número de inventário para serem rapidamente reconhecidos e sem necessidade de serem manuseados e removidos;
Guardar objetos de pequenas dimensões em armários, contentores, caixas gavetas ou tabuleiros, mas que se encontrem registados;
Não devem ser colocados objetos em corredores ou zonas de passagem;
Não devem ser colocados objetos no chão nem em contacto com paredes exteriores;
Objetos de grande dimensão ou de peso devem ser colocados sobre bases rígidas;
Deve existir sempre uma mesa live forrada de material adequado e um conjunto de utensílios, como luvas e iluminação;
Deve ser previsto equipamentos de segurança (vigilância, detetores de incêndio, extintores, etc.);
As portas devem ser estanques e à prova de fogo;
Devem ser registadas as entradas na sala de reserva;
É necessária a existência de uma sala anexa para inventariação, estudo e embalamento de peças e outra para quarentenas;
Monitorização e controlo das condições de conservação e ambientais;
E. Circulação de bens culturais
Evitar manuseamento e circulação desnecessários;
Exige concentração e total segurança e deve ser definido para cada objeto de acordo com as suas características;
Todo o pessoal do museu deve ter consciência de que o manuseamento é um risco potencial;
Durante o manuseamento, não se deve executar outra tarefa em simultâneo, como comer, beber, fumar, falar ao telefone, etc.;
Os objetos devem ser manuseados com luvas do tamanho correto para o utilizador, de modo a proteger os objetos de gorduras, sujidades, ácidos e suor libertados pelas mãos;
Antes de manusear um objeto, devem identificar-se os seus pontos frágeis e os seguros;
Os pontos de contacto devem ser sólidos;
Deve ser executado com as duas mãos;
Não se devem manusear 2 objetos em simultâneo e, se o objeto for composto por partes, estas devem ser removidas/desmontadas;
Devem ser manuseados sobre uma superfície macia e mantendo uma distância mínima entre os objetos e a superfície;
Prevenir danos causados por utensílios como tesouras, canetas, x-atos, etc.
Utilização de vestuário que não seja amplo e atenção à utilização de acessórios como anéis - aconselha-se o uso de batas e a remoção dos adereços;
Plasticinas e fitas adesivas não devem ser colocada em contacto com os objetos;
Objetos com equilíbrio instável devem ser providos de bases de travamento;
As operações de manuseamento devem ser realizadas somente depois de todas as condições de segurança estarem garantidas e as deslocações devem estar planeadas;
Em caso de queda e quebra, todos os fragmentos devem ser recolhidos e deve ser feito um registo fotográfico da ocorrência;
Todas as ações devem decorrer de forma planeada e o percurso devidamente preparado (remoção de obstáculos);
Os objetos devem ser movimentados nas suas caixas e os de pequenas dimensões em tabuleiros;
De forma a minimizar os riscos de ocorrência de danos, os objetos devem ser movimentados em carros de transporte;
Registar numa ficha a razão da movimentação dos objetos, indicação do local de origem e do responsável.
Tem que se conhecer o estado de conservação dos objetos;
Devem ser manuseados corretamente, acondicionados em embalagem própria e em transporte adequado;
O transporte tem que ser acompanhado por técnicos do museu portadores de toda a documentação legal e colocados em instalações seguras;
Tem que ser feito um seguro sempre que o objeto sai do museu;
O objeto emprestado deve fazer-se acompanhar por um relatório onde é descrito o seu estado de conservação e outras informações necessárias;
A embalagem de transporte tem que se adequar ao objeto, às suas fragilidades, à duração do transporte e percurso a realizar;
A embalagem tem que ser segura e no seu interior podem ser colocados dispositivos de controle de humidade e temperatura e deve ter assinalado o sentido de manuseamento, a abertura e o grau de fragilidade do que transporta;
Os materiais em contacto com os objetos devem ser quimicamente estáveis e não abrasivos;
As embalagens devem ser simples para facilitarem o embalamento e o desembalamento;
As bases de embalagens para objetos de grandes dimensões devem ser reforçadas e devem ter asas, rodas ou outros elementos, de modo a facilitar o seu transporte;
O acondicionamento das peças nas embalagens deve ser realizado de modo a evitar deslocamentos;
No preenchimento dos espaços podem ser utilizadas tiras de espuma de polietileno;
Os objetos mais frágeis podem ser acondicionados em recortes escavados em espuma de polietileno ou de poliuretano (esta última não pode estar em contacto direto com a peça);
Existem situações que exigem o acompanhamento de um esquema na embalagem, no caso de objetos acondicionados de forma complexa ou se se tratar de múltiplos objetos numa mesma embalagem;
Os objetos só devem ser colocados no local expositivo após a montagem total das estruturas expositivas;
A comunicação de situações anómalas no decorrer da exposição deve ser efetuada de imediato à instituição proprietária, assim como o relatório sobre as condições ambientais do local de exposição deve ser remetido
F. Formação dos funcionários
Os funcionários do museu devem ser habilitados e qualificados com conhecimentos, capacidades e atitudes que permitam o pleno funcionamento das funções que lhes forem atribuídas;
A melhor estratégia para a qualificação dos recursos humanos é a formação profissional continua.
G. Visitantes
Devem seguir todas as normas museológicas e de segurança, que devem estar expostas e de forma visível, para uma boa utilização do espaço museológico, nomeadamente:
A entrega de malas, mochilas e outros objetos volumosos na receção ou noutra área do museu reservada para este efeito;
Não comer, beber ou fumar nas instalações (exceto nas áreas reservadas para o efeito);
Não introduzir animais, exceto se forem cães de assistência;
Todos os que perturbem o bom funcionamento do museu serão advertidos;
Não é permitido o acesso a áreas não públicas;
Não é permitido danificar o espaço;
Não é permitido mexer nos objetos expostos;
É necessário manter uma determinada distância aos objetos;
Não é permitido um número excessivo de visitantes em simultâneo.
28 de setembro de 2018. - O Presidente da Câmara, António dos Santos Robalo.
ANEXOS
Temperatura e Humidade Relativa
Tabela A: Relação entre degradação dos materiais e problemas de controle da temperatura e/ou humidade relativa:
(ver documento original)
Tabela B: tipos de objetos que requerem condições excecionais de HR:
(ver documento original)
Iluminação
Tabela C: Iluminação das peças expostas:
(ver documento original)
Poluentes
Tabela D são descritos os materiais recomendados para exposição e acondicionamento de peças:
(ver documento original)
(1) Tabelas A e B, de relação entre a degradação dos materiais e os problemas de controle da temperatura e/ou humidade relativa, no Anexo III.
(2) Tabela C de recomendação de iluminação das peças expostas no Anexo III.
(3) Tabela D de referência de materiais a utilizar na exposição e armazenamento de peças em Anexo.
312090816