Aprova o Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais
Aprovação
Entrada em vigor
Norma revogatória
É revogada toda a legislação que contrarie o presente Regulamento, designadamente os regulamentos aprovados pelas Portarias n.os 10367, de 14 de Abril de 1943, e 11338, de 8 de Maio de 1946, na data da sua entrada em vigor.
Objecto
O presente Regulamento tem por objecto os sistemas de distribuição pública e predial de água e de drenagem pública e predial de águas residuais, de forma que seja assegurado o seu bom funcionamento global, preservando-se a segurança, a saúde pública e o conforto dos utentes.
Âmbito
O presente Regulamento aplica-se a todos os sistemas referidos no artigo anterior, sem prejuízo das normas específicas aplicáveis aos sistemas objecto de concessão.
Princípios de gestão
Simbologia e unidades
Concepção geral
Sistemas simplificados
Concepção de novos sistemas
Remodelação ou reabilitação de sistemas existentes
Cadastro do sistema existente
Dados de exploração
Na elaboração de estudos de sistemas de distribuição de água deve atender-se aos dados de exploração, nomeadamente os relativos aos macro e microconsumos, níveis nos reservatórios, pressões na rede, horas de funcionamento das estações elevatórias e de tratamento e indicadores de qualidade física, química e bacteriológica da água.
Evolução populacional
Capitações
Consumos domésticos
As capitações na distribuição exclusivamente domiciliária não devem, qualquer que seja o horizonte de projecto, ser inferiores aos seguintes valores:
Consumos comerciais
Consumos industriais e similares
Consumos públicos
Fugas e perdas
As fugas de água nos sistemas devem ser avaliadas, não podendo, em caso algum, admitir-se um valor inferior a 10% do volume de água entrado no sistema.
Volumes de água para combate a incêndios
Factores de ponta
(ver documento original)
Caudais de cálculo
Nos sistemas de distribuição de água consideram-se os caudais diários médios anuais previstos no início da exploração do sistema e no ano de horizonte de projecto, afectados de um factor de ponta instantâneo, a que se adicionam os caudais de fugas e perdas.
Dimensionamento hidráulico
V = 0,127 D(elevado a 0,4)
onde V é a velocidade limite (m/s) e D o diâmetro interno da tubagem (mm);
H = 100 + 40 n
onde H é a pressão mínima (kPa) e n o número de pisos acima do solo, incluindo o piso térreo; em casos especiais, é aceitável uma redução daquela pressão mínima, a definir, caso a caso, em função das características do equipamento.
Situações de incêndio
Nas situações de incêndio não é exigível qualquer limitação de velocidades nas condutas e admitem-se alturas piezométricas inferiores a 100 kPa.
Diâmetros mínimos
Implantação
Profundidade
Largura das valas
L = D(índice e) + 0,50 para condutas de diâmetro até 0,50 m;
L = D(índice e) + 0,70 para condutas de diâmetro superior a 0,50 m;
onde L é a largura da vala (m) e D(índice e) o diâmetro exterior da conduta (m).
Assentamento
Aterro das valas
Ensaio de estanquidade
Todas as condutas, após assentamento e com as juntas a descoberto, devem ser sujeitas a ensaios de estanquidade de acordo com o determinado na normalização aplicável, bem como a operações de lavagem com o objectivo de desinfecção antes da sua entrada em serviço.
Natureza dos materiais
Protecção
Ligação à rede pública
Caudais de cálculo
Dimensionamento hidráulico
O dimensionamento hidráulico dos ramais de ligação consiste na determinação dos seus diâmetros com base nos caudais de cálculo e para uma velocidade de escoamento compreendida entre 0,5 m/s e 2,0 m/s, função da pressão disponível na rede pública.
Diâmetro mínimo
Profundidade mínima
A profundidade mínima de assentamento dos ramais de ligação é de 0,80 m, que pode ser reduzida para 0,50 m nas zonas não sujeitas a circulação viária.
Inserção na rede pública
Natureza dos materiais
Os ramais de ligação podem ser de PVC, de polietileno de média ou alta densidade, de ferro fundido dúctil ou de outros materiais que reúnam as necessárias condições de utilização.
Juntas
Válvulas de seccionamento
Válvulas de retenção
Redutores de pressão
Válvulas redutoras de pressão
Câmaras de perda de carga
As câmaras de perda de carga devem estar dotadas de descargas de superfície e de fundo com adequada protecção sanitária.
Ventosas
As ventosas, que podem ser substituídas por bocas de rega e lavagem desde que seja garantida a sua operação periódica, têm por finalidade permitir a admissão e a expulsão de ar nas condutas.
Localização e diâmetro das ventosas
Descargas de fundo
Lançamento dos efluentes das descargas de fundo
Dimensionamento das descargas de fundo
O dimensionamento de uma descarga de fundo consiste na determinação do seu diâmetro de modo a obter-se um tempo de esvaziamento do troço de conduta compatível com o bom funcionamento do sistema, não devendo o seu diâmetro ser inferior a um sexto do diâmetro da conduta onde é instalada, com um mínimo de 50 mm.
Medidores de caudal
Os medidores de caudal têm por finalidade determinar o volume de água que se escoa, podendo, conforme os modelos, fazer a leitura do caudal instantâneo e do volume escoado ou apenas deste e ainda registar esses valores.
Instalação dos medidores
Factores de selecção dos medidores
Na selecção de um medidor de caudal devem ter-se em atenção, além da gama de caudais a medir, a precisão pretendida, a perda de carga admissível, a pressão de serviço, o diâmetro e posição da conduta, o espaço para montagem, a robustez, a simplicidade de reparação e a necessidade de medições num ou nos dois sentidos.
Bocas de rega e de lavagem
Hidrantes
Localização dos hidrantes
A localização dos hidrantes cabe à entidade gestora, ouvidas as corporações de bombeiros locais, devendo atender-se às seguintes regras:
200 m - grau 1;
150 m - grau 2;
130 m - grau 3;
100 m - grau 4;
A definir caso a caso - grau 5.
Ramais de alimentação de hidrantes
Câmaras de manobra
As câmaras de manobra destinam-se fundamentalmente à instalação de acessórios no sistema e a facilitar o acesso para observação e operações de leitura ou de manobra em condições de segurança e eficiência e devem ser concebidas e constituídas de acordo com as mesmas regras previstas para as câmaras de visita do sistema público de drenagem de águas residuais.
Finalidade
As captações têm por finalidade obter água de forma contínua e duradoura em quantidade compatível com as necessidades e com qualidade bastante para, após tratamento, poder ser considerada própria para consumo humano.
Tipos
As captações de água podem ser:
Localização
Na localização das captações deve considerar-se:
Factores de dimensionamento
O dimensionamento das captações deve apoiar-se em estudos hidrogeológicos de base e no resultado de medições locais, tendo em vista as previsões de consumo.
Protecção sanitária
As captações devem possuir uma adequada protecção sanitária destinada a evitar ou, pelo menos, reduzir os riscos de inquinação da água captada, de acordo com a legislação aplicável.
Finalidade
As instalações de tratamento têm por finalidade proceder às correcções necessárias por forma que as características físicas, químicas e bacteriológicas da água tratada sejam as de uma água própria para consumo humano.
Tipos
Localização
Na localização das instalações de tratamento deve considerar-se:
Concepção e dimensionamento
Finalidade
Os reservatórios têm principalmente as seguintes finalidades:
Classificação
Os reservatórios classificam-se:
Localização
Dimensionamento hidráulico
75 m3 - grau 1;
125 m3 - grau 2;
200 m3 - grau 3;
300 m3 - grau 4;
A definir caso a caso - grau 5.
V >= K Q(índice md)
onde Q é o caudal médio diário anual (metros cúbicos) do aglomerado e K um coeficiente que toma os seguintes valores mínimos:
K = 1,0 para aglomerados populacionais superiores a 100000 habitantes;
K = 1,25 para aglomerados populacionais compreendidos entre 10000 e 100000 habitantes;
K = 1,5 para aglomerados populacionais compreendidos entre 1000 e 10000 habitantes;
K = 2,0 para aglomerados populacionais inferiores a 1000 habitantes e para zonas de maior risco, nomeadamente aerogares, estabelecimentos hospitalares e quartéis.
Aspectos construtivos
Protecção sanitária
Para garantia de protecção sanitária da água armazenada, os reservatórios devem:
Finalidade e tipos
Localização
Na localização das instalações de bombagem deve considerar-se:
Constituição
Nas instalações de bombagem há, em geral, a considerar os seguintes elementos:
Dispositivos de tratamento preliminar
Quando as características das águas afluentes e a protecção dos equipamentos e do sistema a jusante o exijam, devem instalar-se grades e, se necessário, desarenadores.
Câmaras de aspiração
Equipamento de bombagem
Condutas elevatórias
Dispositivos de protecção contra o choque hidraúlico
Descarregadores
As instalações de bombagem com alimentação por canal devem dispor, a montante, de um descarregador ligado a um colector de recurso para fazer face à ocorrência de avarias, à necessidade de colocação da instalação fora de serviço e permitir o desvio da água em excesso.
Separação de sistemas
Os sistemas prediais alimentados pela rede pública devem ser independentes de qualquer sistema de distribuição de água com outra origem, nomeadamente poços ou furos privados.
Cadastro dos sistemas
A entidade gestora do serviço de distribuição pública de água deve manter em arquivo os cadastros dos sistemas prediais.
Identificação das canalizações
As canalizações instaladas à vista ou visitáveis devem ser identificadas consoante a natureza da água transportada e de acordo com o sistema de normalização vigente.
Prevenção da contaminação
Utilização de água não potável
Concepção de novos sistemas
Remodelação ou ampliação de sistemas existentes
Sempre que na remodelação ou ampliação de um sistema haja aumento de caudal de ponta, deve comprovar-se a suficiência da capacidade hidráulica de transporte das canalizações e das eventuais instalações complementares a montante, sem prejuízo das condições de funcionamento do sistema na sua globalidade.
Dispositivos de utilização
Caudais instantâneos
Coeficientes de simultaneidade
Pressões na rede pública
Para efeitos de cálculo da rede predial devem ser fornecidos pela entidade gestora os valores das pressões máxima e mínima na rede pública no ponto de inserção naquela.
Caudais de cálculo
Os caudais de cálculo na rede predial de água fria e de água quente devem basear-se nos caudais instantâneos atribuídos aos dispositivos de utilização e nos coeficientes de simultaneidade.
Dimensionamento hidráulico
(ver documento original)
Traçado
Instalação
Prevenção contra a corrosão
Isolamento da rede de água quente
Natureza dos materiais
Torneiras e fluxómetros
As torneiras e fluxómetros são dispositivos de utilização colocados à saída de ramais de alimentação com a finalidade de regular o fornecimento de água.
Válvulas
As válvulas são órgãos instalados nas redes com a finalidade de:
Instalação de válvulas
É obrigatória a instalação de válvulas:
Prevenção contra a corrosão
Para atenuar os fenómenos de corrosão, devem utilizar-se válvulas de material de nobreza igual ou tão próxima quanto possível da do material das canalizações ou utilizarem-se juntas dieléctricas.
Natureza dos materiais das válvulas
As válvulas podem ser de latão, bronze, aço, PVC ou outros materiais que reúnam as necessárias condições de utilização.
Contadores
Instalação dos contadores
Localização dos contadores
Reservatórios
Instalações elevatórias e sobrepressoras
Verificação
A verificação da conformidade do sistema com o projecto aprovado e com as disposições legais em vigor deve ser feita com as canalizações e respectivos acessórios à vista.
Ensaio de estanquidade
Desinfecção dos sistemas
Os sistemas de distribuição predial de água para fins alimentares e sanitários, depois de equipados com os dispositivos de utilização e antes de entrarem em funcionamento, devem ser submetidos a uma operação de lavagem com o objectivo de desinfecção.
Prova de funcionamento hidráulico
Após os ensaios de estanquidade e a instalação dos dispositivos de utilização, deve verificar-se o comportamento hidráulico do sistema.
Âmbito dos sistemas
Constituição dos sistemas
Tipos de sistemas
Lançamentos interditos
Sem prejuízo de legislação especial, é interdito o lançamento nas redes de drenagem pública de águas residuais, qualquer que seja o seu tipo, directamente ou por intermédio de canalizações prediais, de:
Compostos cíclicos hidroxilados e seus derivados halogenados;
Matérias sedimentáveis, precipitáveis e flutuantes que, por si ou após mistura com outras substâncias existentes nos colectores, possam pôr em risco a saúde dos trabalhadores ou as estruturas dos sistemas;
Substâncias que impliquem a destruição dos processos de tratamento biológico;
Substâncias que possam causar a destruição dos ecossistemas aquáticos ou terrestres nos meios receptores;
Quaisquer substâncias que estimulem o desenvolvimento de agentes patogénicos.
Concepção geral
Novos sistemas
Remodelação de sistemas existentes
Cadastro do sistema existente
Evolução populacional, capitações, caudais comerciais e industriais
Na elaboração de estudos relativos à drenagem de águas residuais domésticas e industriais deve observar-se o disposto nos artigos 11.º a 15.º
Factor de afluência à rede
Caudal médio anual
O caudal médio anual obtém-se fazendo o produto da capitação média anual de afluência à rede pelo número de habitantes servidos.
Factor de ponta instantâneo
(ver documento original)
Caudais de infiltração
Caudais industriais
Na elaboração de estudos de drenagem pública de água com apreciável componente industrial é indispensável a inventariação das unidades industriais de modo a serem conhecidos os caudais rejeitados e estimados os futuros caudais, as suas características físicas, químicas, biológicas e bacteriológicas e os períodos de laboração.
Precipitação
Coeficiente de escoamento
O coeficiente de escoamento é a razão entre a precipitação útil, isto é, aquela que dá origem a escoamento na rede e a precipitação efectiva, ou seja, aquela que cai dentro da bacia e pode ser estimado através do gráfico e das expressões analíticas constantes do anexo X.
Período de retorno
Finalidade
Caudais de cálculo
Dimensionamento hidráulico-sanitário
Diâmetro mínimo
O diâmetro nominal mínimo admitido nos colectores é de 200 mm.
Sequência de secções
Implantação
Profundidade
Largura das valas, assentamento dos colectores e aterro
Para a largura das valas, assentamento dos colectores e aterro deve observar-se o disposto nos artigos 26.º a 28.º
Requisitos estruturais
Juntas
Ensaios após assentamento
Todos os colectores e ramais de ligação, após assentamento e com as juntas a descoberto, devem ser sujeitos a ensaios de estanquidade e verificação da linearidade e não obstrução, sendo o primeiro destes aplicado igualmente às câmaras de visita.
Natureza dos materiais
Protecções
Controlo de septicidade nos escoamentos em superficie livre
V = (0,042 (CBO(índice 5).1,07(elevado a T - 20))(elevado a 1/2)
sendo:
V a velocidade, em metros/segundo;
CBO(índice 5) a carência bioquímica de oxigénio média nos meses mais quentes do ano, em mg O(índice 2)/l;
T a temperatura média das águas nos meses mais quentes do ano, em graus centígrados.
Controlo de septicidade em escoamentos sob pressão
Finalidade
Os ramais de ligação têm por finalidade assegurar a condução das águas residuais prediais, desde as câmaras de ramal de ligação até à rede pública.
Caudais de cálculo
Os caudais de cálculo são determinados de acordo com as regras estabelecidas no título V - sistemas de drenagem predial de águas residuais.
Dimensionamento hidráulico-sanitário
No dimensionamento hidráulico-sanitário dos ramais de ligação deve atender-se ao caudal de cálculo e às seguintes regras:
Diâmetro mínimo
O diâmetro nominal mínimo admitido nos ramais de ligação é de 125 mm.
Ligação à rede de drenagem pública
Inserção na rede de drenagem pública
Traçado
Ventilação da rede
Não devem existir dispositivos que impeçam a ventilação da rede pública através dos ramais de ligação e das redes prediais.
Natureza dos materiais
Os ramais de ligação podem ser de grés cerâmico vidrado interna e externamente, ferro fundido, PVC rígido, betão, fibrocimento ou outros materiais que reúnam as necessárias condições de utilização.
Localização
Tipos
Elementos constituintes
As câmaras de visita são constituídas por:
Dimensão mínima
Regras de implantação
Natureza dos materiais
Utilização
Implantação
Deve ser prevista a implantação de sarjetas ou sumidouros:
Tipos
Dimensões mínimas
Largura da abertura lateral - 45 cm;
Altura da abertura lateral - 10 cm;
Largura da grade - 35 cm;
Comprimento da grade - 60 cm.
Critérios de dimensionamento
Diâmetro mínimo do colector de ligação
O diâmetro nominal mínimo admitido para o colector de ligação das sarjetas e sumidouros à rede de drenagem pública é de 200 mm.
Finalidade
Os descarregadores destinam-se a regular e repartir o escoamento, sendo a sua utilização mais frequente nas redes unitárias.
Critérios de dimensionamento
O caudal de dimensionamento dos descarregadores deve ter em conta os seguintes factores:
Instalação
Localização
Na localização das instalacões elevatórias deve observar-se o disposto no artigo 74.º
Dispositivos de tratamento preliminar
Sempre que as características das águas residuais afluentes e a protecção do sistema a jusante o justifiquem, deve prever-se nas estações elevatórias a utilização de desarenadores, grades ou trituradores.
Implantação de descarregador
As instalações elevatórias devem dispor a montante de um descarregador ligado a um colector de recurso para fazer face à ocorrência de avarias, necessidade de colocação fora de serviço ou afluência excessiva de águas residuais.
Câmara de aspiração ou de toma
Equipamento elevatório
Condutas elevatórias
Finalidade
Tipos
Elementos constituintes
As bacias de retenção superficiais são constituídas por:
Dimensionamento hidráulico
Va = 10 x (- bqs/(1 + b)) x [qs/a(1 + b)](elevado a 1/b) x C x A
com:
qs = 6q/CA
onde:
Va = volume de armazenamento, em metros cúbicos;
qs = caudal específico efluente, ou seja, o caudal por unidade de área activa da bacia de drenagem, em milímetros/minuto;
C = coeficiente de escoamento;
a,b = parâmetros da curva intensidade-duração (anexo IX);
q = caudal máximo efluente, em metros cúbicos/segundo;
A = área da bacia de drenagem, em hectares.
Aspectos construtivos
Finalidade
Os sifões invertidos são condutas em forma de U que, funcionando graviticamente sob pressão, se destinam a ultrapassar obstáculos, num plano inferior a estes, ou a vencer zonas de vale.
Dimensionamento hidráulico
Aspectos construtivos
Os sifões invertidos devem ter:
Desarenadores
Câmaras de grades
Localização
Devem ser previstas disposições construtivas para a medição e registo de caudais nos seguintes locais:
Destino
O destino final das aguas residuais domésticas é a sua integração num meio aquático ou terrestre, natural ou artificial, com a finalidade do seu desembaraço ou reutilização.
Concepção geral
Dispositivos de tratamento
Meios receptores terrestres
São meios receptores terrestres:
Meios receptores aquáticos
Meios receptores aéreos
Em casos excepcionais, como lagoas de evaporação, o ar atmosférico é o meio receptor final.
Resíduos secundários
Descarga
Descarga na rede pública
As águas residuais industriais, sempre que possam ser misturadas, com vantagens técnicas e económicas, com as águas residuais domésticas, devem obedecer às regras previstas nos artigos seguintes.
Condicionantes à descarga na rede pública de águas residuais do sector agro-alimentar e pecuário
Condicionantes à descarga na rede pública de águas residuais do sector industrial, florestal e mineiro
Separação de sistemas
Lançamentos permitidos
Lançamentos interditos
Sem prejuízo do disposto em legislação especial, é interdito o lançamento em sistemas de drenagem de águas residuais qualquer que seja o seu tipo, das matérias e materiais previstos no artigo 117.º
Cadastro dos sistemas
A entidade gestora do serviço de drenagem pública de águas residuais deve manter em arquivo os cadastros dos sistemas prediais.
Identificação das canalizações
As canalizações instaladas à vista ou visitáveis devem ser identificadas consoante a natureza das águas residuais transportadas, de acordo as regras de normalização estabelecidas.
Ventilação
Remodelação ou ampliação de sistemas existentes
Sempre que na remodelação ou ampliação de um sistema haja aumento do caudal de ponta, deve comprovar-se a suficiência da capacidade de transporte dos tubos de queda e colectores prediais e da ventilação do sistema.
Sistemas de drenagem de águas residuais domésticas
Sistemas de drenagem de águas pluviais
Sistemas de águas residuais domésticas onde não exista drenagem pública
Os sistemas prediais de águas residuais domésticas, quando não exista drenagem pública, devem obedecer a todas as disposições do presente Regulamento, até à câmara do ramal de ligação.
Caudais de descarga de águas residuais domésticas
Coeficiente de simultaneidade
Precipitação
Coeficiente de escoamento
O coeficiente de escoamento é determinado de acordo com o disposto no artigo 129.º, sendo a unidade o valor para coberturas de edifícios.
Finalidade
Caudais de cálculo
Dimensionamento hidráulico-sanitário
Diâmetro mínimo
Sequência de secções
A secção do ramal de descarga não pode diminuir no sentido do escoamento.
Traçado
Ligação ao tubo de queda ou ao colector predial
Localização
Finalidade
Os ramais de ventilação têm por finalidade a manutenção do fecho hídrico nos sifões sempre que este não esteja assegurado pelas restantes condições exigidas neste Regulamento.
Dimensionamento
O diâmetro dos ramais de ventilação não deve ser inferior a dois terços do diâmetro dos ramais de descarga respectivos.
Traçado
Localização
Na localização de ramais de ventilação deve respeitar-se o disposto no artigo 219.º
Natureza dos materiais
Os ramais de ventilação podem ser de PVC rígido, ferro fundido ou outros materiais que reúnam as necessárias condições de utilização.
Finalidade
Os algerozes e caleiras têm por finalidade a recolha e condução de águas pluviais aos ramais de descarga ou aos tubos de queda.
Caudais de cálculo
Os caudais de cálculo de algerozes e caleiras devem ser obtidos de acordo com as áreas a drenar, tendo em conta o determinado nos artigos 210.º e 211.º
Dimensionamento hidráulico
No dimensionamento hidráulico de algerozes e caleiras deve ter-se em atenção:
Natureza dos materiais
Os algerozes e caleiras podem ser de chapa zincada, betão, fibrocimento, PVC rígido ou outros materiais que reúnam as necessárias condições de utilização.
Finalidade e taxa de ocupação
Caudais de cálculo
Dimensionamento hidráulico-sanitário
Diâmetro mínimo
O diâmetro nominal dos tubos de queda de águas residuais, domésticas ou pluviais, não pode ser inferior ao maior dos diâmetros dos ramais a eles ligados, com um mínimo de 50 mm.
Traçado
Localização
Bocas de limpeza
Descarga
Natureza dos materiais
Finalidade
Dimensionamento
No dimensionamento de colunas de ventilação deve ter-se em atenção a sua altura e o diâmetro dos respectivos tubos de queda, podendo utilizar-se na sua determinação os valores indicados no anexo XXI.
Sequência de secções
A secção da coluna de ventilação não deve diminuir no sentido ascendente.
Traçado
Localização
As colunas de ventilação podem ser instaladas, de preferência, em galerias verticais facilmente acessíveis.
Natureza dos materiais
As colunas de ventilação podem ser de PVC rígido, ferro fundido ou outros materiais que reúnam as necessárias condições de utilização.
Finalidade
Os colectores prediais tem por finalidade a recolha de águas residuais provenientes de tubos de queda, de ramais de descarga situados no piso superior adjacente e de condutas elevatórias, e a sua condução para o ramal de ligação ou para outro tubo de queda.
Caudais de cálculo
Dimensionamento hidráulico
Diâmetro mínimo
O diâmetro nominal dos colectores prediais não pode ser inferior ao maior dos diâmetros das canalizações a eles ligadas, com um mínimo de 100 mm.
Sequência de secções
A secção do colector predial não pode diminuir no sentido do escoamento.
Traçado
Câmara de ramal de ligação
Válvulas de retenção
A instalação de válvulas de retenção só é permitida em casos excepcionais e desde que garantida a sua regular manutenção.
Natureza dos materiais
Sifões
Dimensionamento dos sifões
Implantação dos sifões
Natureza dos materiais dos sifões
Os sifões não incorporados nas louças sanitárias podem ser de latão, PVC rígido ou ferro fundido.
Ralos
Os ralos são dispositivos providos de furos ou fendas, com a finalidade de impedir a passagem de matérias sólidas transportadas pelas águas residuais, devendo estas matérias ser retiradas periodicamente.
Dimensionamento dos ralos
Implantação dos ralos
Natureza dos materiais dos ralos
Os ralos podem ser de ferro fundido, latão ou outros materiais que reúnam as necessárias condições de utilização.
Câmaras de inspecção
Instalações elevatórias
Câmaras retentoras
Dimensionamento das câmaras retentoras
As câmaras retentoras devem ser dimensionadas de modo a terem volume e área de superfície livre adequados ao caudal afluente e ao teor de gorduras, hidrocarbonetos ou sólidos a reter.
Implantação das câmaras
Aspectos construtivos das câmaras
Dispositivos de descarga
Todas as bacias de retrete, urinóis, pias hospitalares e similares devem ser providos de autoclismos ou fluxómetros capazes de assegurarem eficaz descarga e limpeza, instalados a um nível superior àqueles aparelhos, de modo a impedir a contaminação das canalizações de água potável por sucção devida a eventual depressão.
Obrigatoriedade e finalidade
É obrigatória a realização de ensaios de estanquidade e de eficiência, com a finalidade de assegurar o correcto funcionamento das redes de drenagem de águas residuais.
Ensaios de estanquidade
Ensaios de eficiência
Os ensaios de eficiência correspondem à observação do comportamento dos sifões quanto a fenómenos de auto-sifonagem e sifonagem induzida, esta a observar em conformidade com o indicado no anexo XXII.
Formas de elaboração
A elaboração de estudos e projectos dos sistemas públicos pode ser feita directamente pela entidade gestora, através dos seus serviços técnicos, ou indirectamente por adjudicação.
Elementos de base
É da responsabilidade do autor de estudos e projectos a obtenção dos elementos de base necessários, devendo a entidade gestora fornecer a informação disponível necessária.
Alterações
Exemplar do projecto na obra
Deve um exemplar completo do projecto aprovado, devidamente autenticado, ficar patente no local da obra, em bom estado de conservação e ao dispor das entidades fiscalizadoras.
Técnico responsável
Qualquer que seja a forma adoptada para a elaboração dos estudos e projectos, directamente pela entidade gestora ou indirectamente por contratação, deve sempre ser designado um técnico responsável, cujas funções se iniciam com o começo do estudo ou do projecto e terminam com a conclusão da obra ou com a aprovação do projecto se a obra não for executada.
Deveres do técnico responsável
São deveres do técnico responsável:
Direitos do técnico responsável
São direitos do técnico responsável:
Actualização do cadastro
Concluída a obra, é atribuição da entidade gestora proceder à actualização do seu cadastro, tendo em conta as características dos trabalhos realmente executados.
Entrada em serviço
Acções de fiscalização
As acções de fiscalização devem incidir no cumprimento do projecto aprovado, nos aspectos de qualidade dos materiais e equipamentos utilizados e no comportamento da obra, sendo para isso utilizadas as metodologias mais adequadas, designadamente os ensaios.
Ensaios a realizar
Durante a execução da obra, cabe à fiscalização aprovar as técnicas construtivas a utilizar e mandar proceder aos ensaios previstos neste Regulamento e nas condições contratuais para garantir um adequado comportamento da obra e funcionamento do sistema.
Responsabilidade de instalação
Os ramais de ligação devem considerar-se tecnicamente como partes integrantes das redes públicas de distribuição e de drenagem, competindo à entidade gestora promover a sua instalação.
Condições de instalação
Se o proprietário ou usufrutuário requerer para o ramal de ligação do sistema predial à rede pública modificações, devidamente justificadas, às especificações estabelecidas pela entidade gestora, nomeadamente do traçado ou do diâmetro, compatíveis com as condições de exploração e manutenção do sistema público, esta entidade pode dar-lhe satisfação desde que aquele tome a seu cargo o acrécismo nas respectivas despesas, se o houver.
Conservação
Substituição
A substituição ou renovação dos ramais de ligação é feita pela entidade gestora a expensas suas.
Entrada em serviço
Nenhum ramal de ligação pode entrar em serviço sem que os sistemas prediais tenham sido verificados e ensaiados de acordo com o preconizado nos títulos III e V deste Regulamento.
Suspensão do serviço
A válvula de suspensão de cada ramal de ligação de água existente na sua extremidade de montante só pode ser manobrada pela entidade gestora, salvo em caso urgente de força maior que lhe deve ser imediatamente comunicado.
Responsabilidade
É da responsabilidade da entidade gestora:
Objecto
As normas de higiene e segurança do trabalho são as que constam de regulamento a aprovar por portaria dos Ministros das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, da Saúde e do Emprego e da Segurança Social.
Principais factores de risco
Locais de elevado risco
Tarifa média
Medição de águas de abastecimento e de águas residuais industriais
Responsabilidade por danos nos sistemas prediais
Contadores de água
Substituição
Controlo metrológico
Nenhum contador pode ser instalado e mantido em serviço sem o controlo metrológico previsto na legislação em vigor.
Periodicidade de leitura
Avaliação de consumo
Em caso de paragem ou de funcionamento irregular do contador ou nos períodos em que não houve leitura, o consumo é avaliado:
Correcção dos valores de consumo
Periodicidade de medições
Contratos de fornecimento
Os contratos de fornecimento de água e de recolha de águas residuais só podem ser estabelecidos após vistoria que comprove estarem os sistemas prediais em condições de utilização para poderem ser ligados às redes públicas.
Vigência do contrato
Os contratos consideram-se em vigor, para o fornecimento de água, a partir da data em que tenha sido instalado o contador e, para a recolha das águas residuais, a partir da data em que entra em funcionamento o ramal de ligação, terminando a vigência dos contratos quando denunciados.
Denúncia do contrato
Cláusulas especiais
Elementos de base
É da responsabilidade do autor do projecto a recolha de elementos de base para a elaboração dos projectos, devendo a entidade gestora fornecer toda a informação de interesse, designadamente a existência ou não de redes públicas, as pressões máxima e mínima na rede pública de água e a localização e profundidade da soleira da câmara de ramal de ligação ou a localização e profundidade do colector público.
Alterações
Exemplar da obra
Deve sempre existir no local da obra, em bom estado de conservação e ao dispor da fiscalização, um exemplar completo do projecto aprovado devidamente autenticado.
Responsabilidade
É da responsabilidade do proprietário ou usufrutuário a execução das obras dos sistemas prediais de acordo com os projectos aprovados.
Acções de inspecção
Sempre que julgue conveniente, a entidade gestora procede a acções de inspecção das obras dos sistemas prediais que, para além da verificação do correcto cumprimento do projecto, incidem sobre os materiais utilizados na execução das instalações e comportamento hidráulico do sistema.
Ensaios
Durante a execução das obras dos sistemas prediais a entidade gestora deve acompanhar os ensaios de eficiência e as operações de desinfecção previstas neste Regulamento.
(ver documento original)
(ver documento original)
Ramal de ligação - canalização entre a rede pública e o limite da propriedade a servir.
Ramal de introdução colectivo - canalização entre o limite da propriedade e os ramais de introdução individuais dos utentes.
Ramal de introdução individual - canalização entre o ramal de introdução colectivo e os contadores individuais dos utentes ou entre o limite da propriedade e o contador, no caso de edifício unifamiliar.
Ramal de distribuição - canalização entre os contadores individuais e os ramais de alimentação.
Ramal de alimentação - canalização para alimentar os dispositivos de utilização.
Coluna - troço de canalização de prumada de um ramal de introdução ou de um ramal de distribuição.
Água fria ou quente
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
Requisitos fundamentais a satisfazer:
Na ausência de regulamentação específica ou averiguações experimentais locais, devem assegurar-se os valores de diluição a seguir indicados para satisfazer o:
Requisito referido em a), respectivamente para efluentes com tratamento primário e tratamento secundário:
1:170 e 1:25 na diluição inicial;
1:250 e 1:50 na coluna de água;
1:400 e 1:50 nas margens;
Requisito referido em b) respectivamente para efluentes com tratamento primário e tratamento secundário:
1:500 e 1:50 nas áreas balneares, recreativas ou marginais acessíveis;
1:200 e 1:20 nas áreas marginais inacessíveis ou áreas industriais;
1:100 e 1:15 nas áreas afectas a rota de navios.
Requisito referido em c):
Face à pouca capacidade de redução bacteriana conseguida com os tratamentos primário e secundário, deve recorrer-se a soluções análogas às indicadas para o lançamento de efluentes no mar, mas tendo em atenção que, em corpos de água limitados, é mais difícil evitar a sobreposição de áreas de dispersão com áreas de utilização.
(ver documento original)
Caudais de descarga dos aparelhos e equipamentos sanitários e características geométricas de ramais de descarga e sifões a considerar em aparelhos de utilização mais corrente.
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
(ver documento original)
A) A capacidade de resistência ao esmagamento, RE, do colector assente é dada, para tubos rígidos - grés, betão e fibrocimento - pela expressão:
CE =< RE = R(índice L) K(índice a)/K(índice s)
sendo:
CE, os esforços devidos ao peso dos terrenos e sobrecargas rolantes;
R(índice L'), a carga de rotura à compressão diametral, no laboratório;
K(índice a'), o factor de assentamento que pode tomar os valores:
1,1 - Para a geratriz inferior da tubagem directamente assente sobre o fundo da vala;
1,5 - para o assentamento sobre coxim de material granuloso com largura igual à da vala e altura sob a geratriz de um oitavo do diâmetro exterior, com um mínimo de 10 cm e um máximo de 15 cm, acrescida nos lados de uma altura de valor igual a um sexto do diâmetro exterior da canalização;
1,9 - para assentamento sobre coxim de material granuloso com largura igual à da vala e altura sob a geratriz de um oitavo do diâmetro exterior, com um mínimo de 10 cm e um máximo de 15 cm, acrescida nos lados de uma altura até metade do diâmetro exterior da canalização, sendo o aterro acima deste nível, com espessura de 30 cm, particularmente bem compactado;
2,2 - para assentamento sobre coxim de betão simples, de largura igual ao diâmetro exterior da canalização mais 20 cm e altura sob a geratriz de um quarto do diâmetro interior, com um mínimo de 10 cm e um máximo de 38 cm, acrescido nos lados de uma altura de valor igual a um quarto do diâmetro exterior da canalização;
2,3 - para assentamento sobre coxim de betão simples, nas condições anteriormente descritas, mas com aterro particularmente bem compactado;
3,4 - para assentamento sobre coxim de betão armado, com as dimensões descritas para K(índice a) = 2,2 e percentagem de armadura de 0,4%;
K(índice s), o coeficiente de segurança com os seguintes valores:
1,5 - para grés, fibrocimento e betão simples;
1,0 - para betão armado, por aparecimento da primeira fenda em ensaio à rotura.
B) A capacidade de resistência ao esmagamento, RE, do colector assente é dada, para tubos flexíveis, pela expressão:
CE =< RE = R(índice D)/K(índice s)
sendo:
CE, os esforços devidos ao peso do terreno e sobrecargas rolantes;
R(índice D), a carga que produz 5% de deflexão, deformação vertical, em laboratório;
K(índice s), o coeficiente de segurança com valores entre 1,25 e 1,5, admitindo-se condições de assentamento cuidado e aterro particularmente bem compactado.