Plano de Pormenor do Paul (UOPG 10 do Plano Diretor Municipal e áreas adjacentes)
Objeto e Âmbito Territorial
Objetivos
Relação com outros instrumentos de gestão territorial
O PP do Paul integra e articula-se com as orientações estabelecidas no PDM de Lagos e no PU de Lagos, prevalecendo, para a Área do Plano as prescrições do mesmo.
Conteúdo documental
Conceitos, siglas e abreviaturas
1 - Para efeitos de aplicação do presente regulamento, são considerados os conceitos técnicos nos domínios do ordenamento do território e urbanismo constantes da legislação e regulamentação aplicáveis, na data de publicação do Plano, designadamente os estabelecidos pelo Decreto Regulamentar n.º 5/2019, de 27 de setembro e pelo RJUE e supletivamente os outros conceitos previstos em documentos de natureza normativa e regulamentar.
2 - Os conceitos de gestão, recuperação e conservação do ambiente utilizados no presente regulamento correspondem às definições estabelecidas na atual redação do Decreto-Lei n.º 142/2008 de 24 de julho (RJCNB), e noutros documentos de natureza normativa, elaborados e publicados sob responsabilidade de entidades legalmente competentes em razão da matéria.
3 - As siglas e abreviaturas utilizadas no presente regulamento são as seguintes:
a) AIA - Avaliação de Impacte Ambiental;
b) AGDPL - Áreas de Gestão e Dinamização do Paul de Lagos;
c) CML - Câmara Municipal de Lagos;
d) CNS - Código Nacional de Sítio;
e) DPH - Domínio Público Hídrico;
f) EE - Estrutura Ecológica;
g) EN - Estrada Nacional
h) EP - Elemento Patrimonial;
i) ER - Estrada Regional;
j) ETAR - Estação de Tratamento de Águas Residuais;
k) ETRSU - Estação de Transferência de Resíduos Sólidos Urbanos;
l) IPA - Inventário do Património Arquitetónico;
m) PDM - Plano Diretor Municipal;
n) PIER - Plano de Intervenção em Espaço Rústico;
o) PP - Plano de Pormenor;
p) PP do Paul - Plano de Pormenor do Paul de Lagos (UOPG10 do PDM de Lagos e áreas adjacentes);
q) PPGRCD - Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos de Construção e Demolição
r) PRN - Plano Rodoviário Nacional;
s) RAN - Reserva Agrícola Nacional;
t) RCD - Resíduos de Construção e Demolição;
u) REN - Reserva Ecológica Nacional;
v) RGR - Regulamento Geral do Ruído;
w) RJIGT - Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial;
x) RJUE - Regime Jurídico da Urbanização e Edificação;
y) RMUE - Regulamento Municipal da Urbanização e da Edificação;
z) SIR - Sistema da Indústria Responsável;
aa) TER - Turismo no Espaço Rural;
ab) TH - Turismo de Habitação.
Servidões administrativas e restrições de utilidade pública
Faixa de proteção à ETAR e ETRSU
A ETAR e a ETRSU beneficiam, respetivamente, de uma faixa de proteção non aedificandi com 200 m de largura, contados a partir das estremas das respetivas parcelas.
Disposições gerais
Cheias e inundações
Perímetro de proteção de captação de água subterrânea para abastecimento público
Património arqueológico
Classificação acústica
Classificação e Qualificação do Solo
Princípio geral
Atividades admitidas, interditas
Obras de conservação, alteração e ampliação de construções existentes
Legalização e demolição
Apoio agrícola
Muros, vedações e cancelas
Outros espaços agrícolas
Espaços florestais mistos
Disposições comuns
Zona húmida litoral
Zona húmida sublitoral
Zonas de bosques e matos
Zona da Colina de São Pedro
Espaço destinado a infraestruturas
Conceito, usos e disposições comuns
Conceito, usos e disposições comuns
Acesso rodoviário
A área do PP do Paul dispõe de acessos rodoviários através da ER 125 no quadrante sudeste, da EN120 no quadrante oeste, e da M535-1 nos quadrantes norte e este.
Rede de circulação
Estacionamento
Infraestruturas a manter
Desativação e reconversão de infraestruturas
Disposições comuns
Recuperação e requalificação da ribeira de Bensafrim
Percurso de Interpretação do Paul de Lagos
Sinalética
Plano de Erradicação de Espécies Exóticas Invasoras
Parque Ambiental do Paul de Lagos
Centro de Interpretação do Paul de Lagos
Recuperação dos tanques
As áreas correspondentes aos tanques requerem uma ativa gestão ecológica de forma a proteger os ecossistemas para as aves limícolas que deles dependem cuja execução observa os seguintes princípios de gestão e manutenção:
Fases de Execução
Modo de Execução
Ausência de perequação compensatória
O PP centra a sua atuação em terrenos e/ou iniciativa pública(os) pelo que não carece de sistema de perequação compensatória.
Alteração ao PDM de Lagos e PU de Lagos
O presente Plano procede à alteração do PDM de Lagos e do PU de Lagos no que respeita à delimitação do solo rústico, categorias e subcategorias de uso do solo e Estrutura Ecológica Municipal, em consonância com o detalhe e a escala de pormenor utilizada na elaboração deste instrumento e nos objetivos a que responde.
Entrada em vigor
O Plano entra em vigor no dia seguinte à sua publicação no Diário da República, permanecendo eficaz até à entrada em vigor da respetiva revisão ou alteração, conforme definido na legislação em vigor.
ANEXO I
Medidas de salvaguarda do património arqueológico
(ver documento original)
ANEXO II
Áreas de Gestão e Dinamização do Paul de Lagos
Medidas para a recuperação e manutenção da flora e habitats
Paul de Maré
1 - A conservação dos habitas halófitos costeiros é promovida através das seguintes medidas:
Habitat "1130 - Estuários": "Estuários mediterrânicos" (1130pt1): garantia da manutenção da dinâmica hídrica natural; do controlo da qualidade da água e da interdição de pastoreio;
Habitat "1410 - Prados salgados mediterrânicos (Juncetalia maritimi)": garantia da manutenção da dinâmica hídrica natural; da intervenção mínima no terreno, do controlo da qualidade da água; da gestão do pastoreio interditando-se o seu sobredimensionamento;
Habitat "1310 - Vegetação pioneira de Salicornia e outras espécies anuais das zonas lodosas e arenosas": "Vegetação pioneira anual estival e outonal de plantas suculentas de sapal baixo ou médio" (1310pt1); "Vegetação anual primaveril graminóide de salgados" (1310pt3): garantia da manutenção da dinâmica hídrica natural; do controlo da qualidade da água e da interdição de pastoreio e de pisoteio;
Habitat "1320 - Prados de Spartina (Spartinion maritimae)": garantia da manutenção da dinâmica hídrica natural; do controlo da qualidade da água; e da interdição de pastoreio e de pisoteio;
Habitat "1420 - Matos halófilos mediterrânicos e termoatlânticos (Sarcocornetea fruticosi)": "Sapal baixo de Sarcocornia perennis subsp. perennis" (1420pt1); "Sapal médio de Sarcocornia fruticosa" (1420pt2); "Sapal médio de Sarcocornia perennis subsp. alpini" (1420pt3); "Sapal alto de Arthrocnemum macrostachyum" (1420pt4); "Comunidades de Suaeda vera" (1420pt5); "Sapal alto de Limoniastrum monopetalum" (1420pt6): garantia da manutenção da dinâmica hídrica natural; do controlo da qualidade da água; e da interdição de pastoreio e de pisoteio.
2 - A recuperação do Habitat "1410 - Prados salgados mediterrânicos (Juncetalia maritimi)" é promovida através através da garantia da manutenção da dinâmica hídrica natural; do controlo da qualidade da água; da interdição de pastoreio e de pisoteio; e do controlo da dinâmica serial através do controlo de matos.
3 - Admitem-se trabalhos complementares de restauro do habitat a conservar, incluindo sementeira e/ou plantação com as espécies características, apenas quando comprovadamente necessário (i.e. quando o banco de sementes e a regeneração observada após o restabelecimento das condições hidrográficas naturais identifiquem essa necessidade).
Paul Doce
1 - Na área do Paul Doce coincidente com o domínio público hídrico fluvial identificam-se os seguintes habitats associados a galerias ripícolas e as respetivas medidas de gestão e ordenamento:
Habitat "92D0 - Galerias e matos ribeirinhos meridionais (Nerio-Tamaricetea e Securinegion tinctoriae): "Bosque ou matagais dominados por Tamarix africana, T. mascatensis, T. gallica e/ou Nerium oleander, associados a águas doces" (92D0pt1): plantação por estacaria de espécies arbóreas (tamargueira) na orla das linhas de água de grande variação de caudal;
Habitat "91B0 - Freixiais termófilos de Fraxinus angustifolia: plantação por estacaria de espécies arbóreas (freixo) na orla das linhas de água.
Habitat "92A0 - Floresta-galerias de Salix alba e Populus alba": Salgueirais-choupais algarvios de choupos-brancos (92A0pt1); Salgueirais arbustivos de Salix salviifolia subsp. australis (92A0pt5): plantação por estacaria de espécies arbóreas (salgueiro) na orla das linhas de água.
2 - Nestas zonas podem ser realizadas podas sanitárias e controlo de estabilidade das margens das linhas de água.
3 - Nestas zonas é obrigatório o controlo de exóticas (Arundo donax) e silvas (Rubus ulmiifolius).
Encosta do Paul e Cerro Queimado
1 - Nas zonas da Encosta do Paul e do Cerro Queimado é considerada prioritária a propagação e plantação de espécies autóctones e identificam-se os seguintes habitats associados ao extrato arbustivo e as respetivas medidas de gestão e ordenamento:
Habitat "5330 - Matos termomediterrânicos pré-desérticos": "Medronhais" (5330pt3), "Carrascais, espargueirais e matagais afins basófilos" (5330pt5), "Matos baixos calcícolas" (5330pt7) é promovida através da interdição de mobilização do solo; do controlo da biomassa pirófita, de podas fitossanitárias, da interdição ao pastoreio; e da plantação de espécies arbustivas características (medronho, carrasco, pistácia, azinheira, pilriteiro);
2 - Nas zonas da Encosta do Paul e do Cerro Queimado identificam-se os habitats associados ao extrato herbáceo a seguir designados cuja recuperação é promovida através das seguintes medidas de gestão e ordenamento:
Habitat "6110 - Prados rupícolas calcários ou basófilos da Alysso-Sedion albi*": limitação e do controlo do pastoreio;
Habitat "6210 - Prados secos seminaturais e fácies arbustivas em substrato calcário (Festuco-Brometalia)" (*importantes habitats de orquídeas): gestão periódica (manual ou mecânica) da biomassa e o controlo do pastoreio;
Habitat "6220 - Subestepes de gramíneas e anuais da Thero-Brachypodietea*", "Arrelvados anuais neutrobasófilos" (6220pt1), "Arrelvados vivazes neutrobasófilos de gramíneas altas" (6220pt3): gestão periódica (manual ou mecânica) da biomassa e controlo do pastoreio.
3 - Nas zonas da Encosta do Paul e do Cerro Queimado identificam-se os habitats associados ao extrato arbóreo e arbustivo a seguir designados cuja recuperação é promovida através das seguintes medidas de gestão e ordenamento:
Habitat "9320 - Florestas de Olea e Ceratonia", "Bosques algarvios e baixo-alentejanos de alfarrobeiras e zambujeiros" (9320pt2): interdição de mobilização do solo; controlo da biomassa pirófita; podas fitossanitárias; pastoreio moderado a inexistente; e plantação de espécies arbustivas/arbóreas características (zambujeiro, azinheira, alfarrobeira).
4 - A sementeira, estacaria ou plantação deverá privilegiar material vegetal proveniente da região (economicamente mais viável, reduz taxa de insucesso e evita riscos de contaminação genética).
5 - Recomenda-se a propagação de espécies em viveiro para instalação na área do Plano.
6 - No caso de habitats do tipo bosque, em que se pretende potenciar o seu rápido crescimento e desenvolvimento, preferencialmente, através do favorecimento da regeneração natural, deve reduzir-se a intervenção ao mínimo: sendo interditas as mobilizações de solo; o pastoreio; e admitindo-se podas de crescimento e formação, no caso estrito de fomento ao desenvolvimento dos melhores exemplares, reduzindo manualmente a biomassa pirófita (que inclui pinheiros, eucaliptos e outras espécies alóctones).
7 - No caso de habitats do tipo bosque, a plantação ou propagação vegetativa (em especial por estaca) consideram-se também como técnicas a utilizar.
Monte do Catalão
1 - No Monte do Catalão é prioritária a propagação e plantação de espécies autóctones, devendo a sementeira, estacaria ou plantação privilegiar material vegetal proveniente da região (economicamente mais viável, reduz taxa de insucesso e evita riscos de contaminação genética).
2 - A propagação de espécies em viveiro para posterior instalação na área do Plano é recomendada.
3 - No caso de habitats do tipo bosque, em que se pretende potenciar o seu rápido crescimento e desenvolvimento, preferencialmente através do favorecimento da regeneração natural, deve reduzir-se a intervenção ao mínimo, não fazendo mobilizações de solo, eliminando o pastoreio, reduzindo manualmente a biomassa pirófita (que inclui pinheiros, eucaliptos e outras espécies alóctones).
4 - No caso de habitats do tipo bosque, a plantação ou propagação vegetativa (em especial por estaca) consideram-se, também, como técnicas a utilizar.
5 - Deve delimitar-se em torno de cada mancha de floresta autóctone uma zona tampão, sem utilização pelo gado, igual ou superior a 20 m de largura e assegurar uma cobertura arbustiva superior a 25 % com mais de 50 cm de altura.
6 - A localização de exemplares de sobreiro e azinheira em mau estado fitossanitário, deve ser registada e transmitida à Direção de Florestas.
7 - A renovação de povoamentos de Quercus suber, é garantida através da implementação das seguintes medidas:
Proteção da regeneração natural das espécies alvo, com cercas, protetores individuais, ou outro meio adequado;
Garantia de que nas áreas referidas na alínea anterior existe, no termo do período de compromisso, a existência de uma densidade mínima, com distribuição uniforme, de 20 indivíduos viáveis das espécies alvo por hectare;
Assegurar da manutenção dos protetores individuais ou cercas instaladas;
Condução da regeneração natural através de podas de formação;
Manutenção do coberto arbustivo, facilitando-se a sua regeneração;
Eliminação das espécies invasoras lenhosas e alóctones promovendo-se a sua erradicação;
Assegurar do devido adensamento, sempre que a regeneração natural se revelar insuficiente para garantir a renovação ou aumento da densidade do montado no mínimo em 10 %;
Controlo do acesso dos animais em pastoreio nas zonas de regeneração natural.
Identificadores das imagens e respetivos endereços do sítio do SNIT
(conforme o disposto no artigo 14.º da Portaria n.º 245/2011)
64043 - ssaigt.dgterritorio.pt
64044 - ssaigt.dgterritorio.pt
64045 - ssaigt.dgterritorio.pt
64052 - ssaigt.dgterritorio.pt
64053 - ssaigt.dgterritorio.pt
64054 - ssaigt.dgterritorio.pt
64055 - ssaigt.dgterritorio.pt
64056 - ssaigt.dgterritorio.pt
64063 - ssaigt.dgterritorio.pt
64064 - ssaigt.dgterritorio.pt
615206546